Tipos de cefaleia: aprenda a identificar o que tem causado sua dor de cabeça!

Sofre com dor de cabeça, mas não sabe de onde ela vem? Então, confira os principais tipos de cefaleia e seus agentes causadores!

tipos de cefaleia
Independentemente do motivo pelo qual a dor aparece, é preciso consultar um médico para avaliar o quadro. FOTO: Istock.com/GettyImages

Infelizmente, não é só a enxaqueca que provoca desconfortos. Existem ainda outros tipos de dores de cabeça, clinicamente chamadas de cefaleias. Segundo um levantamento com mais de 3.800 pessoas feito pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, 15,2% da população brasileira sofre de enxaqueca, enquanto 13% de cefaleia tensional e 6,9% de cefaleia crônica diária. A incidência dos casos de enxaqueca no Brasil é equivalente à de outros países. No entanto, os casos de cefaleia crônica diária são maiores por aqui. Conheça seus principais tipos!

 

Cefaleias primárias

Assim são chamadas as dores de cabeça que não são o sintoma de alguma outra coisa, mas sim o problema principal a ser resolvido. Além da enxaqueca, também há as seguintes classificações:

 

Cefaleia tensional: manifesta-se de forma episódica, ainda que possa eventualmente se tornar crônica. Pode ser descrita como uma sensação de aperto nos dois lados da cabeça, tal qual um capacete, porém, sem impedir as atividades rotineiras. Não é acompanhada por náuseas e vômitos. Pode ser diagnosticada por episódios de 30 minutos ou mais, ao longo de 15 dias por mês.

Cefaleia em salvas: costuma acometer três vezes mais os homens do que as mulheres. Pode ter início em qualquer idade, no entanto, o mais comum é a partir dos 20 ou 30 anos. É marcada por uma dor intensa em um dos lados da cabeça, que dura de 15 minutos a três horas. Provoca agitação e pode vir acompanhada de vermelhidão ou lacrimejamento dos olhos, congestionamento nasal e queda da pálpebra no mesmo lado da dor. É mais frequente no período noturno.

Cefaleia em facadas: são pontadas que duram apenas alguns segundos, geralmente na parte posterior da cabeça. É muito comum em portadores de enxaqueca (40% dos casos) ou cefaleia em salvas (30%).

Cefaleia da tosse: como o próprio nome diz, estão associadas à tosse ou algum tipo de esforço abdominal. Manifestam-se, predominantemente, a partir dos 40 anos de idade.

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Durante uma gripe ou resfriado, por exemplo, a cefaleia da tosse é mais comum. FOTO: Istock.com/GettyImages

Cefaleia do esforço físico: quando o exercício é o motivo da dor de cabeça. Pode ser resultante da intensidade e duração exageradas da atividade ou por influência do calor e altitude elevados.

Cefaleia associada ao ato sexual: nesse caso, uma atividade tão prazerosa como o sexo pode ser motivo de incômodo. A dor bilateral começa em menor grau e vai se intensificando conforme o orgasmo se aproxima.

Cefaleia hípnica: ocorre durante o sono e chega a acordar a pessoa. Por isso mesmo, já chegou a ser chamada de cefaleia do despertador. Geralmente, surge a partir dos 50 anos de idade.

Cefaleia trovoada: o nome não é exagero: quem sofre do problema sente uma dor comparável a um raio atingindo a cabeça. Deve ser investigado o quanto antes, para confirmar se não é sintoma de um aneurisma (ruptura de alguma vaso sanguíneo entupido).

Hemicrania contínua: ocorre sempre do mesmo lado da cabeça e diariamente, sem intervalos.

Cefaleia crônica diária: assemelha-se bastante com a cefaleia tensional, mas rapidamente pode evoluir para uma dor crônica que não melhora. É mais frequente em mulheres.

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O estresse também é um fator de risco para a cefaleia. FOTO: Shutterstock

Cefaleias secundárias

As dores de cabeça podem ser consequência de sinusite, hipertensão, alterações no metabolismo ou até mesmo problemas graves como aneurismas e tumores. Sendo assim, procurar um médico para fazer os exames devidos é a melhor maneira de esclarecer dúvidas. “Os pacientes que apresentam um mesmo tipo de dor de cabeça há vários anos e cujos exames clínicos e neurológicos não apresentam qualquer alteração, em geral, sofrem de alguma forma de cefaleia primária, como a enxaqueca, e só muito raramente a dor será decorrente de outra doença”, afirma a neurologista Carla Jevoux.

 

Consultoria: Carla Jevoux, neurologista

 

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