Religião e felicidade: como esses conceitos afetam a vida das pessoas

Você sabe qual a relação entre religião e felicidade? Segundo pesquisas, as pessoas que se sentem mais próximas de Deus também se dizem mais felizes!

Por Erika Alfaro - 11/01/2017
religião e felicidade sol cruz

Foto: Reprodução/VisualHunt

Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo disse, no século IV, que todos nós certamente merecemos viver em felicidade. Ele tinha razão. E, se você costuma acreditar em uma entidade superior ou divina, está mais perto desse estado de espírito. Isso porque há investigações científicas que apontam para essa relação entre religião e felicidade.

Em 2006, o Centro Nacional de Pesquisa de Opinião (Norc, sigla em inglês), divulgou uma pesquisa sobre o nível de felicidade entre norte-americanos. Para quem se sente “extremamente perto de Deus”, 40% alega estar extremamente feliz. As pessoas que dizem não estar “nem um pouco perto de Deus”, o nível de felicidade desce para 24%.  O mesmo estudo ainda revelou que um em cada três católicos, judeus ou protestantes está muito feliz.

religião e felicidade sol cruz

A ciência investigou a relação entre religião e felicidade (Foto: Reprodução/VisualHunt)

Já em 2008, o mesmo centro de pesquisa fez relações entre a frequência a serviços religiosos e felicidade. Segundo o levantamento, 48% dos norte-americanos que foram a esse tipo de instituições mais de uma vez por semana relatam ser “muito felizes”. O número cai para 26% entre aquelas que não frequentam uma igreja.

“Uma fé religiosa ativa evita o estresse ou o sofrimento, assim como na história bíblica de Jó, como lembram os povos de religiões abraâmicas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo”, afirma David G. Meyers no livro The Science of Subjetive Well-Being (A Ciência de Bem-Estar Subjetivo, em tradução livre), da editora Guilford Press (sem edição no Brasil).

Jó considerava que seu sofrimento era uma prova de fé e de seu amor por Deus. “Embora não haja uma correlação da religiosidade com a expressão da felicidade, ela ajuda a evitar o estresse”, relata Meyers.

LEIA TAMBÉM

Texto: Ricardo Piccinato  | Edição: Érika Alfaro