Queda de cabelo: entenda as possíveis causas e consequências do problema

A queda de cabelo é um problema que afeta muitas mulheres e pode surgir devido a inúmeras razões diferentes. Entenda todas elas e busque o melhor tratamento

Por Juliana Borges - 11/04/2017
mulher morena com queda de cabelo olhando para a escova

Foto: iStock.com/Getty Images

O cabelo é parte essencial da feminilidade, pois faz com que a mulher se sinta mais sensual e atraente. Mas quando a queda de cabelo começa a ser anormal, ela leva para o ralo, junto com os fios, a autoestima de qualquer pessoa. Até os homens, que encaram a calvície com um pouco mais de naturalidade do que a mulher, sentem um abalo na vaidade quando os fios caem. Por esses e outros motivos, há verdades e mitos que envolvem o assunto, deixando muita gente confusa.

mulher morena com queda de cabelo olhando para a escova

Foto: iStock.com/Getty Images

Entenda as causas e consequências da queda de cabelo:

Por que os fios caem?

Há inúmeras causas que levam à queda de cabelo: alterações hormonais provocadas pela tireoide e cistos no ovário, estresse, alguns medicamentos, fatores genéticos… Má alimentação e dietas rigorosas também estão na lista de vilões dos fios. “Nesses regimes ocorre uma alteração da ingestão de nutrientes fundamentais para o cabelo, que são as proteínas, o ferro, o cálcio, o zinco, o selênio e as vitaminas do complexo B”, explica Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia. Fatores psicológicos também são determinantes no número de fios, como é o caso da depressão. Já as mulheres que sofrem com o estresse da dupla jornada de trabalho também podem ter os fios afetados.

Culpa da genética!

A alopecia androgenética (calvície transmitida pelos genes) é uma doença que atinge principalmente homens, mas também devastam o couro cabeludo de algumas mulheres. Muitas têm esse gene, porém ele fica num estado “adormecido”. Quando ocorre um fator desencadeante, como estresse, menopausa ou o período pós-gravidez, o gene “acorda” e os fios vão por água abaixo. Nesse caso, o topo da cabeça é a região em que a mulher mais perde cabelo.

Sinais de alarme

É comum cair uma certa quantidade de fios todos os dias. Mas há alguns sinais que indicam quando a queda está se tornando perigosa. Excesso de cabelo na fronha do travesseiro, no ralo do chuveiro, na escova ou no pente, indicam que algo não está bem. Confira ainda se há fios soltos na roupa, na mesa de trabalho, espalhados pelo chão e no banco do carro. Se isso acontece com frequência e em grande quantidade, é hora de procurar um médico.

Mito ou verdade?

Seria muito bom se a solução para a queda fosse encontrada nas prateleiras de um supermercado na forma de um shampoo antiqueda. Porém, isso é um grande mito. “Não se deixe levar por campanhas de marketing de produtos ‘antiqueda’, pois obviamente não funcionam. O produto não vai servir para tudo. De que adianta usar um shampoo antiqueda se não tratar a disfunção da tireoide, por exemplo?”, alerta Luciano Barsanti. Os alisamentos e as tinturas também não causam a perda dos fios. “Eles podem ser feitos, desde que seja com um profissional habilitado e produtos licenciados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A recomendação é que tenha um intervalo mínimo de 30 dias entre a tintura e o alisamento e entre uma tintura e outra. E dependendo do tipo de cabelo, um intervalo de três a quatro meses entre os alisamentos”, complementa Luciano.

O que fazer?

Para cada problema, há um tratamento diferente. Segundo Luciano, existem dois exames básicos para a queda de cabelo: o scanner do fio e do couro cabeludo, que aumenta a imagem até 8 mil vezes, e outro realizado por um microscópio eletrônico, que examina o bulbo capilar. Além deles, os exames complementares, como os de hormônios e ultrassom do ovário, ajudam a dar um diagnóstico preciso. “Hoje, a tricologia dispõe de métodos avançados de diagnóstico e tratamento que podem evitar a calvície tanto no homem quanto na mulher. Basta procurar o médico logo aos primeiros sinais”, finaliza Luciano.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Luciano Barsanti, presidente da Sociedade Brasileira de Tricologia e diretor médico do Instituto do Cabelo, de São Paulo (SP)

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