Overdose de informações: estar sempre conectado pode gerar efeitos negativos no seu corpo

Segundo pesquisa, o brasileiro consulta o celular cerca de 78 vezes ao dia. Mas quando é a hora de nos afastar das informações e interações do mundo virtual?

celular aberto na tela com vários aplicativos disponíveis
(Foto: iStock / Getty Images)

Em nossa realidade atual, cheia de interações virtuais, a vida de grande parte das pessoas se relaciona, quase que ininterruptamente, com as mais diversas informações disponíveis. Tais interações ocorrem, por exemplo, por meio de antigos meios (rádio, televisão, jornais e revistas) ou por tecnologias inovadoras (computadores, smartphones e tablets), além das próprias relações interpessoais.

Essa avalanche de informações que recebemos todos os dias pode ser explicada pelo desenvolvimento constante e o ritmo do cotidiano de muitas pessoas, que, às vezes, chega a ser atordoante. Esse tipo de situação pode até mesmo gerar quadros negativos, acarretando em diversos transtornos. Dentre os mais frequentes, é possível citar a ansiedade.

“A sobrecarga de informações pode tornar a pessoa mais ansiosa, já que, atualmente, a vida se resume em muita correria. Elas chegam em uma quantidade absurda, e há vários meios para acessá-las”, explica a psicóloga e psicoterapeuta Marina Boccalandro.

Reflexos negativos

Esse acesso à informação em demasia é capaz de gerar complicações, por meio da ansiedade, em quem apresenta certa predisposição para esse tipo de transtorno. Além dos sinais característicos, como tremores, fadiga crônica, palpitações, entre outros, diversos problemas podem ser originados. Dentre eles, alguns prejudicam até mesmo um dos órgãos mais importante do corpo humano.

“O cérebro possui seu ritmo de trabalho, e todo excesso de agitação da vida ou de informações exageradas compromete o processo natural de processá-las, por isso, encontramos o estresse tão presente em nossas vidas”, esclarece Luciano Gomes, especialista em parapsicologia.

Além disso, há várias complicações que são resultado da soma entre a loucura do dia a dia e a ansiedade. “Esses fatores podem provocar uma série de doenças, pois deixamos de nos alimentar corretamente, não paramos para refletir sobre a vida e vamos provocando o desgaste físico e mental. Interrompemos a prática de atividades físicas e nos tornamos sedentários, já que estamos apenas correndo de casa para o trabalho e vice-versa. O corpo possui seu próprio limite”, comenta. Luciano também cita que alguns exemplos são obesidade, infarto, pressão alta, entre outros.

Dependência tecnológica

Celulares cada vez mais rápidos e com uma infinidade de recursos oferecidos aos usuários. A facilidade de acesso a uma conexão de internet em praticamente todos os lugares – seja por rede sem fio ou dados pelo aparelho – conecta familiares, amigos e, até mesmo, desconhecidos por meio de aplicativos de mensagens instantâneas.

Atualmente, muitas pessoas se comunicam por esse método, e isso é extremamente revolucionário, pois facilita a interação entre elas. Contudo, em alguns casos, pode haver uma dependência excessiva, por exemplo, de indivíduos que permanecem 24 horas “grudados” aos seus celulares ou perdem a capacidade de se comunicarem e se relacionarem frente a frente com outras pessoas.

“As tecnologias são nossas aliadas, porém, nos últimos tempos, elas aceleraram nossas tarefas e atividades de modo geral, gerando a síndrome do pensamento acelerado. Por isso, causa a ansiedade quando estamos longe das tecnologias, ao mesmo tempo em que desejamos tudo rápido e imediato”, relata Luciano.

A psicóloga Marina reitera essa consequência do acesso às novas tecnologias e afirma que, “como apontado em algumas pesquisas, isso pode afetar o sistema nervoso e gerar a ansiedade”. A profissional também cita que, a partir do momento em que essa ansiedade ultrapassa o normal, deve-se procurar ajuda com um especialista.

Sob controle

Veja algumas dicas para amenizar a ansiedade e a dependência tecnológica nos dias atuais.

Consultoria: Luciano Gomes dos Santos, professor e especialista em parapsicologia; Marina Boccalandro, psicóloga clínica, psicoterapeuta e professora.

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