Libido: como Freud entendia o desejo sexual

Pai da psicanálise, Freud também é um dos principais nomes quando o assunto é desejo. Suas linhas de pesquisa voltaram-se para a caracterização dessa questão como um impulso de vida. “A maioria das pessoas interligam a libido com o sexual-erótico, como a origem do prazer e as zonas erógenas do corpo. Essa ideia surgiu com […]

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Por Natalia Negretti - 26/10/2016

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Pai da psicanálise, Freud também é um dos principais nomes quando o assunto é desejo. Suas linhas de pesquisa voltaram-se para a caracterização dessa questão como um impulso de vida. “A maioria das pessoas interligam a libido com o sexual-erótico, como a origem do prazer e as zonas erógenas do corpo. Essa ideia surgiu com Freud, que, no decorrer de suas pesquisas, passou a dividi-la”, explica a psicóloga Carolina Careta.

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A libido e o sexo

A divisão citada pela profissional faz parte das chamadas fases de desenvolvimento, que acompanham a pessoa desde a infância, segundo Freud. São cinco estágios, cada um responsável por uma função nesse processo:

Fase oral: “ocorre quando o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca, por meio da ingestão de alimentos e do seio materno, da mamadeira, da chupeta e dos dedos. Nesse momento, todos são objetos de prazer”, descreve Careta;

Fase anal: nessa divisão, “o foco está no controle da região do ânus e, consequentemente, das fezes. Além disso, surge a ideia de higiene, brinca-se com massas e tintas, barro ou argila. Sujar é objeto do prazer”, ressalta Careta;

Fase fálica: aqui, a atenção e a área de prazer voltam-se para as genitálias. As crianças começam a descobrir as diferenças entre meninos e meninas;

Fase de latência: há uma maior socialização das crianças com outras pessoas e assuntos. Assim, a libido está, de certo modo, em segundo plano;

Fase genital: “pode-se notar essa divisão quando o desejo e o prazer localizam-se, primordialmente, nos órgãos genitais e nas partes do corpo responsáveis por excitá-los”, frisa Careta.

Impulso necessário

A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello relata que, além desses períodos destacados, Freud desenvolveu a ideia de que “o desejo sexual é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a ir para frente e fazer algo no seu dia a dia. Então, ela precisa ter o desejo sexual muito presente para que possa realizar os diferentes papéis que desempenha na vida”.

 

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Consultoria: Carla Cecarello, psicóloga, sexóloga e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Carolina Careta, psicóloga

Texto: Vitor Manfio/colaborador – Edição: Natália Negretti