Seu filho está viciado em jogos de videogame? Veja dicas de psicóloga para lidar com a situação

Confira dicas de especialista para saber se o seu filho está viciado em jogos e qual a melhor maneira de reverter esse problema

mãe e filho em frente à TV
Foto: iStock.com/Getty Images

Muitas pessoas questionam se o tempo que seu filho fica em frente ao brinquedo é um sinal de que ele está viciado em jogos. Realmente, é difícil perceber quando a criança está apenas empolgada com a diversão ou se desenvolveu uma dependência pelos joguinhos. É claro que, nesses casos, as consequências são percebidas no rendimento escolar, no sono e no próprio ambiente familiar — que acaba virando um campo de guerra. Mas saiba que a situação pode ser revertida com atitudes firmes e ajuda especializada.

Como saber se meu filho está viciado em jogos?

• “Mudanças de humor, depressão, agressividade, insônia, déficit de atenção nos estudos…”. Essa é a lista citada pela psicóloga Solange Quintanilha dos sinais de que o uso do videogame está passando dos limites.

• Não que sejam somente vilões. Pelo contrário: muitos pesquisadores ressaltam os benefícios desse tipo de diversão, como por exemplo, aumento das habilidades cognitivas, da memória e da coordenação motora.

• Porém, é fundamental colocar limites nos pequenos e, até mesmo, tomar algumas atitudes rígidas para evitar a dependência.

• “Os pais devem ter total conhecimento sobre a questão dos vícios, suas implicações e dificuldades na interrupção. Atrás de todo vício costumam haver problemas emocionais. Se já tentaram um diálogo, se já colocaram regras e leis que não funcionaram, a ajuda psicológica se faz necessária”, ressalta a profissional.

• Além de trabalhar a dependência, o psicólogo será capaz de identificar o que motiva seu filho a acabar se escondendo em um mundo irreal.

Olhar vigilante

• Mas como saber se o uso está exagerado? A especialista orienta que prestar atenção ao comportamento dos filhos é um bom começo.

• “O ideal é ficar atenta a qualquer mudança de humor, rotina, comportamento, estudo, sono, atividades sociais e amizades. Procure acompanhar, se possível, quando estão usando, o que estão jogando e com quem”, diz.

• Segundo Solange, no caso de crianças pequenas, o melhor é deixar o aparelho na sala e supervisionar o uso.

Chega de briga

• A consultora dá algumas dicas para controlar o uso do aparelho:

✓ coloque regras e atribua um tempo limite para os jogos;

✓ crie um canal de cumplicidade entre vocês. Se a compreensão estiver presente, será fácil aceitar um “não”;

✓ diversifique as opções de lazer para a família. Se não costuma levá-lo para atividades ao ar livre, por exemplo, é normal que acabem se apegando mais ao videogame.

Por que vicia?

• Já se perguntou por que o videogame causa tanto fascínio? Um ambiente virtual cada vez mais sofisticado e próximo da realidade, causando uma falsa sensação de poder, está relacionado à vontade de permanecer jogando.

• “Nesses jogos é possível errar, tentar de novo até acertar tudo, diferentemente da vida real”, argumenta Solange.

• Além disso, os games envolvem superação, afinal, a cada fase, surge uma vontade de avançar para a próxima etapa.

• A profissional salienta que o vício pode ser comparado à dependência química. Por esse motivo é tão importante considerar uma ajuda especializada para avaliar cada caso.

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: Solange Quintanilha, psicóloga da clínica BeSlim 

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