Como o uso de dispositivos digitais pode prejudicar as crianças?

Algumas pesquisas vem sendo feitas no Estados Unidos para entender como os dispositivos digitais prejudicam as crianças. Confira o que elas dizem!

Por Denis Eric - 10/03/2017
criança usando o computador

Os pais acabam colaborando parta a exclusão social dos filhos ao liberarFoto: Istock.com/Getty images

Na Filadélfia, EUA, foi realizada uma pesquisa sobre uso de tecnologias por crianças e os pesquisadores constataram que a maioria ganhou tablets, smartphones ou iPods aos 4 anos de idade e faziam uso desses dispositivos digitais sem supervisão dos pais, completamente sozinhos.

 

criança usando o computador

Na maioria das vezes os pais não supervisionam o uso que os filhos fazem dos dispositivos digitais Foto: Istock.com/Getty images

Um terço dos 350 pais de crianças de 3 a 4 anos disse que seus filhos gostavam de usar mais de um dispositivo, ao mesmo tempo. 70% dos pais relataram permitir que seus filhos, com idades entre 6 meses a 4 anos, joguem com dispositivos móveis, enquanto fazem trabalhos domésticos e 65% disseram ter feito isso para aplacar o mau comportamento da criança em público. “Os pais deixam as crianças usarem os dispositivos digitais na hora de dormir, embora as telas brilhantes interfiram no sono. Eles não sabem, mas estão colocando o filho para dormir em um ambiente que os impede de ir dormir”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski.

Mais dados…

Outro estudo americano, realizado pelo Common Sense Media, mostrou que 72% das crianças de 8 anos ou mais jovens utilizaram um dispositivo móvel, em 2013, por exemplo, em comparação com 38%, em 2011. Para o pediatra, os dados das duas pesquisas são preocupantes: “se as crianças estão se sentando sozinhas, por horas a fio, apenas acompanhadas dos dispositivos digitais, nós simplesmente não sabemos quais são as consequências para o desenvolvimento social delas. A Academia Americana de Pediatria recomendou a abstinência  total para crianças menores de 2 anos, porém tem suavizado sua posição. Agora aconselha fixar prazos, priorizando o que chama de não usar os  dispositivos como chupeta para acalmar as crianças”.

 

 

Consultoria Moises Chencinski, pediatra e homeopata

 

 

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