Pesquisadores italianos descobrem a origem do Alzheimer

Anteriormente, pensávamos que a doença era iniciada na área do cérebro responsável pela memória, mas não é bem assim. Descubra a origem do Alzheimer!

idosa
O Alzheimer não tem cura nem prevenção, mas pode ser adiado com hábitos saudáveis e qualidade de vida. FOTO: Shutterstock

Publicado na revista científica Nature Communications, um novo estudo que veio para revolucionar o que sabemos sobre a origem do Alzheimer: ela não se dá início na área do cérebro responsável pela memória, mas sim, naquela onde ocorrem as mudanças de humor. É isso mesmo!

idosa deitada na cama - pesquisadores descobrem origem do alzheimer

O Alzheimer não tem cura nem prevenção, mas pode ser adiado com hábitos saudáveis e qualidade de vida. FOTO: Shutterstock

Por dentro do estudo

Coordenado pelo professor associado de Fisiologia Humana e Neurofisiologia da Universidade Campus Bio-Médico de Roma, Marcello D’Amelio, o estudo mostrou  que a morte dos neurônios responsáveis pela produção de dopamina torna mais lenta a chegada desta substância ao hipocampo, como um verdadeiro efeito dominó. Dessa maneira, acaba ocorrendo uma falha no cérebro que gera a perda das lembranças – que, como já sabemos, é a principal característica do Alzheimer. Testes com animais foram feitos com o intuito de recuperar os níveis de dopamina por meio de terapias específicas. Como resultado, foi observado que tanto a motivação de viver quanto a memória foram recuperadas.

mulher com depressão

Para fugir da depressão, é aconselhável buscar ajuda psicológica especializada. FOTO: Shutterstock

Relação com a depressão

Esse é o motivo que explica a associação existente entre o Alzheimer e a depressão. Os especialistas ressaltam que as mudanças de humor associadas à doença não são simplesmente uma consequência do seu aparecimento, mas sim, um verdadeiro sinal de que ela pode estar se iniciando.

Conheça o Alzheimer

O Alzheimer, conhecido por causar esquecimento nos portadores da patologia, é uma doença neuro-degenerativa que interfere nas relações sociais e na personalidade do indivíduo. Com o agravamento da doença, o paciente não consegue mais absorver qualquer tipo de informação, a ponto de precisar da ajuda na hora da alimentação e da higiene, por exemplo. Cerca de 6% dos 15 milhões de idosos no Brasil têm Alzheimer, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). Já a nível mundial, os dados apontam para 15 milhões de pessoas com a enfermidade. A previsão para 2040, entretanto, é que esse número salte para 15.9 milhões.

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