Concentração e foco: conheça as diferenças

Manter-se focado e ter concentração numa atividade não são exatamente a mesma coisa. Saiba a diferença entre esses conceitos

Por Victor Santos - 21/07/2016
Diferença entre concentração e foco

FOTO: iStock.com/Getty Images

Uma das maiores dúvidas quando o assunto é concentração diz respeito à diferença entre esse conceito e o termo foco. Afinal, trata-se de coisas realmente diferentes? E o que pode atrapalhar na hora que precisamos nos manter concentrados e focados? Nesse último ponto, é preciso ficar atento: a falta de concentração pode esbarrar em questões de saúde.

Concentração vs. foco

Falar desssa habilidades envolve diversos fatores e significados. O primeiro é de que “a concentração é a capacidade de manter-se atento por período contínuo e consistente de tempo”, explica a neuropsicóloga Tacianny do Vale. Um exemplo em que manter a concentração torna-se indispensável é quando dirige-se em uma avenida movimentada e com uma velocidade de média para alta; você precisa permanecer na faixa em que está, acompanhar o trajeto de carros e motos e perceber se o semáforo está verde.

Diferença entre concentração e foco

FOTO: iStock.com/Getty Images

Quando busca-se algo mais específico, outro ponto entra em ação: o foco. “É a atenção seletiva, que faz-se necessária quando os processos cognitivos são concentrados para um determinado alvo”, descreve Edson Shiguemi Hirata, médico psiquiatra.

Essa característica é importante, por exemplo, quando um médico realiza uma sutura de estrutura vascular durante uma cirurgia, ou seja, a situação exige o máximo da pessoa. Ou quando você está em casa, lutando contra distrações, e quer terminar um trabalho que está fazendo no computador.

O que pode atrapalhar sua concentração?

Às vezes, os motivos que facilitam a dispersão podem nos parecer óbvios: barulho, conversa alta, entre outros. Contudo, nem sempre é fácil identificar o que está prejudicando o seu poder de manter-se atento em algo. “Muitas vezes, a quantidade de estímulos do dia a dia já é o suficiente para reduzir o nível de concentração, mas fatores como competitividade, motivação (em excesso ou em falta), sobrecarga de preocupações e tensões (estresse) são os mais presentes”, relata Tacianny.

Contudo, além de fatores externos, algumas doenças e transtornos interferem prejudicialmente
na concentração. “Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), traumatismo cranioencefálico e encefalopatias são exemplos que podem causar essa disfunção”, indica Edson. Assim, ao notar que a falta de concentração ou foco está sendo excessivamente prejudicial, vale a pena buscar um acompanhamento médico e psicológico.

Texto: Victor Santos e Vitor Manfio/Colaborador

Consultorias: Edson Shiguemi Hirata, médico psiquiatra do Hospital Santa Cruz de São Paulo (SP); Tacianny do Vale, neuropsicóloga da clínica Dr.Família, em São Paulo (SP).

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