Como ajudar vítimas de violência sexual

Segundo a terapeuta sexual Valéria Walfrido, a violência sexual é uma ferida do corpo e da alma que pode ser superada, mas, inf...

Segundo a terapeuta sexual Valéria Walfrido, a violência sexual é uma ferida do corpo e da alma que pode ser superada, mas, infelizmente, jamais esquecida, pois o efeito emocional é danoso e, muitas vezes, supera o físico. Se você conhece alguém que já passou por isso, veja algumas dicas para dar apoio!

mulher sentada no canto chorando

Foto: Shutterstock.com

Muitos danos

“Além das lesões físicas, tais como arranhões, cortes, hematomas, lacerações anal, vaginal e uterina, há riscos de contaminações por doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV. Ainda há, além disso, caso o agressor não se proteja (na maioria dos casos), o risco da gravidez indesejada. A vítima pode desenvolver instabilidade emocional, sintomas depressivos, mudança comportamental brusca ou gradativa, crises de choro, insônia, agressividade, tendência à automutilação, inapetência ou gula, tentativa de suicídio, passividade e prostração, interesse sexual demasiado, agressividade ou rejeição para com parceiro sexual. Além de se tornar suscetível à possibilidade de introdução ao vício da bebida, de drogas ilícitas, ou até das lícitas, como medicamentos receitados pelo médico para amenizar suas dores internas.”

Tenha paciência

“A forma como uma vítima enfrenta o abuso difere da outra, mesmo tendo passado por abusos similares. A atenção, o carinho, a presença dos entes queridos e paciência do parceiro, de amigos e familiares são fundamentais, sempre sabendo aguardar o tempo necessário de cada um. Também é importante que haja convites para sair e distrações diversas.”

Respeite a vítima

“Havendo restrições por parte da vítima a contatos corporais tais como abraços, beijos ou um simples toque, deve respeitar-se: o pedir permissão é primordial para dar-lhe o controle da situação, da segurança e do sim e do não. Apoio terapêutico individual ou em grupo é importante, como também a busca de ajuda por outros meios, como auxílio espiritual, religioso ou até mesmo na adoção de um animal. Voluntariar-se em asilos, retornar à vida cotidiana, seja no trabalho ou no estudo, somarão na superação do trauma. É difícil esquecê-lo, mas possível vencê-lo, especialmente com a cumplicidade e o amor do parceiro.”

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