Autoconhecimento é um dos benefícios da meditação, entenda!

Entre os diversos benefícios da meditação, está a possibilidade de desenvolver o autoconhecimento. Entenda a importância dessa capacidade

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As práticas que envolvem a meditação têm como objetivo canalizar a atenção para um foco, que é o próprio praticante. Dessa maneira, a pessoa consegue entrar em contato consigo mesma e desenvolver o autoconhecimento. “O ato de meditar fomenta, entre outros benefícios, a ampliação da consciência, trazendo maior integração entre mente e corpo, estado que oferece ao sujeito maior percepção do seu corpo e da maneira como este se expressa”, salienta a psicanalista Fabiana Benetti.

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O psiquiatra Ricardo Frota explica que o hábito de voltar a atenção para o nosso corpo, nossos pensamentos e nossas emoções nos faz conhecer e enxergar melhor o que se passa no interior dele, como os estímulos e as reações que temos diante de uma circunstância. “Isso aumenta a afinidade com nós mesmos e passamos a ter um maior autoconhecimento à medida que reagimos sempre mais positivamente diante de estímulos externos, que interferem cada vez menos no que se passa dentro do corpo físico e mental”, completa.

Os benefícios vêm com o tempo

Já que a meditação se trata de um processo contínuo e a evolução acontece aos poucos, um passo muito importante é incorporar essa atividade ao cotidiano, assim como temos o hábito de escovar os dentes ou tomar banho. A terapeuta Nara Louzada acredita serem imediatos os efeitos da prática e que, na verdade, “o padrão de ficar sempre na zona de conforto, fazendo o que estamos acostumados, gera a resistência e as dificuldades”.

No entanto, se você separar cinco minutos do seu dia, seguir todas as recomendações e, mesmo assim, não perceber nenhuma melhora, não desanime. Treinar a mente e o foco nem sempre é fácil, e os hábitos não surgem de um dia para o outro. Durante a meditação, quando os pensamentos se voltarem para aquela conta que vence essa semana ou para o trabalho que ainda não entregou, volte a refletir sobre a respiração, a contar ou a se concentrar na música. É muito provável que, nos primeiros dias, o tempo dedicado ao exercício seja interrompido por um barulho, uma imagem ou qualquer outra distração.

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Texto e entrevistas: Érika Alfaro/Colaboradora e Thiago Koguchi – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Fabiana Benetti, psicanalista e especialista em psicossomática; Ricardo Frota, médico psiquiatra e especialista em comportamento humano; Nara Louzada, cientista social e terapeuta