Conheça os mitos e verdades que envolvem o mal de Alzheimer

Não esqueça: existem vários mitos disseminados sobre o Alzheimer, saiba quais deles são confiáveis ou não na matéria a seguir

Apesar de estarem sempre presentes nas notícias e alertas médicos, doenças como o Alzheimer e outras formas de demência ainda geram dúvidas em muitas pessoas. Por vezes, alguns conhecimentos populares podem ser mitos, que confundem na hora de entender os sintomas e as causas desses problemas. Dessa forma, é importante elucidar alguns pontos. Confira!

mulher com a mão na cabeça

Foto: iStock

O primeiro sintoma do Alzheimer é a perda de memória?

Verdade!

Porém, existem outras doenças que também comprometem a memória. “Por isso, a avaliação médica deve ser detalhada e a investigação de outras doenças é sempre necessária para que seja feito o diagnóstico mais acertado possível”, explica Manoel Carlos Taveiros Mendes, especialista em neurologia

Quem tem a doença esquece coisas que acabaram de acontecer, mas lembra de fatos antigos?

Verdade!

Segundo Manoel, a memória recente é prejudicada porque os circuitos de neurônios não conseguem reter as informações, mas as que já estão fixadas há muito tempo são preservadas. “Contudo, com o avanço da doença, a memória para fatos antigos também se perde”, acrescenta o neurologista Drusus Pérez.

Doenças cardiovasculares aumentam o risco de desenvolver a doença?

Mito!

Segundo os médicos, são levados em conta os fatores de risco para doenças cardiovasculares – como a hipertensão, o diabetes e o fumo – para essas doenças, uma vez que aumentam a chance de desenvolver Alzheimer. Entretanto, quem sofreu um AVC, por exemplo, tem risco aumentado para outra causa de demência, chamada de demência vascular, desencadeada por várias pequenas isquemias cerebrais – interrupção do fluxo sanguíneo –, que muitas vezes passam despercebidas.

Ter episódios de esquecimento significa ter Alzheimer?

Parcialmente verdade!

O diagnóstico vai depender de alguns fatores como a idade do paciente e a frequência dos episódios de esquecimento. Se eles acontecerem muitas vezes é importante investigar com a ajuda de um especialista. Já se a pessoa for jovem e os casos forem esporádicos, eles, provavelmente, não têm ligação com a doença.

As demências são apenas consequência do envelhecimento?

Mito!

“Elas não são consequência do envelhecimento, elas aparecem com o envelhecimento. Ou seja, não fazem parte do envelhecimento normal”, explica Drusus. Manoel também explica que mesmo a forma mais comum da demência, que é o Alzheimer, não tem relação comprovada com o envelhecimento, além de existirem outros fatores que podem levar à demência.

Uso prolongado do omeprazol pode causar demência?

Mito!

“O uso prolongado do medicamento pode levar a anemias e deficiência de B12, que podem afetar o funcionamento do sistema nervoso central e levar a um quadro semelhante de demência, porém é tratável”, diz Manoel.

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Texto: Redação Alto Astral