Susana Vieira conta sobre ”A Regra do Jogo” e diz: ”Eu me acho o máximo!”

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Susana Vieira tem um astral maravilhoso! Em ”A Regra do Jogo”, a atriz será uma ex-prostituta que conseguiu vencer na vida. Ela conta tudo sobre sua personagem na novela, revela segredos sobre sua vida pessoal e conta que já foi muito ao Baile da Favorita!

Suzana Vieira

Foto: AgNews

Guia Astral: Em “A Regra do Jogo” você reencontra amigos de longa data como Tony Ramos, Cássia Kiss, entre outros atores com quem já trabalhou em outros folhetins, como é a experiência?

Susana Vieira: Nossa, eu quase chorei quando eu fui gravar a minha primeira cena ao lado do Tony Ramos. É muita emoção, minha gente. São quase 40 anos de amizade, começamos juntos na Tupi. Eu digo que a Cássia Kiss é uma das melhores, é a primeira. Eu brinco sempre que ela vem antes de mim. E olha que eu me acho o máximo, então, imagina eu achar que a Cássia Kiss está acima de mim. É só felicidade. Estou na Globo há 45 anos então, posso dizer, que tenho muito orgulho de ser funcionária de uma empresa há tanto tempo.

GA: Em “A Regra do Jogo”, Adisabeba é uma ex-prostituta que conseguiu acumular dinheiro e vencer na vida. Como é viver essa mulher forte, do povo, bem diferente dos seus últimos trabalhos na TV?

Susana Vieira: Maravilhoso! Você poder fazer mulheres humildes é se entregar, ficar ainda mais à vontade na cena. Ela é uma mulher forte, decidida, que sabe o que quer e eu tenho muito esse lado. Estou amando esse cabelão dela crespo, os vestidos justinhos. Mas só vou ficar uma boa atriz no primeiro para frente porque a gente começa a gravar picado, recebemos 12 capítulos e aí você grava o capítulo oito, depois volta ao capítulo sete, então, ainda não me achei… Mas, pelo que vi no dia do lançamento, no vídeo da novela, a Adisabeba já veio.

GA: O nome da personagem é um tanto diferente, não?

Susana Vieira: Sim, mas o João (Emanuel Carneiro, autor) não explicou o porquê do nome. E não é só o da minha personagem. Aqui temos nomes estranhos como Atena, interpretada pela Giovanna (Antonelli). O nosso autor é uma pessoa culta, que sempre faz uma novela com irreverência, com uma linguagem diferente. Quando as pessoas pensam algo da trama, olham e ali já tem um corpo morto, uma bandida, a mocinha esta envolvida lá nesse meio. Aqui todo mundo é mocinho e bandido. Todos pisam na bola na vida e espero que não tenha nenhum personagem que seja absolutamente bonzinho. Torço para que todos pisem na bola porque aí o público vai se sentir mais próximo do folhetim. Sei que, às vezes, o público gostaria de ser amado por todos. Mas a vida é tumultuada, e, às vezes, somos injustos com um, responde de forma estúpida; a gente não é feliz e o outro é e vice-versa; então eu acho que a forma da vida é meio isso, é tudo junto e misturado.

Suzana Vieira

Foto: AgNews

GA: Como é a relação de Adisabeba com o filho Merlô?
Susana Vieira: É uma mãe maravilhosa, chama o filho de meu neném, dá na cara dele, o empurra, ou seja, aquelas mães que não tem vergonha. Na classe média existe um comportamento quando os meninos ficam jovens de não querer que a mãe vá buscá-los na escola, não querem ser chamado de filhinho, é uma preocupação social que lá com esse povo não existe. Na comunidade isso não acontece. É vem cá meu bebê, você é burro, dá umas boas porradas, mas é uma coisa de afeto, de você querer defender a sua família com unhas e dentes. Dentro das comunidades isso é a coisa mais bonita, o amor, o afeto, a solidariedade.

GA: Como é a Susana mãe? Você ainda chama seu filho Rodrigo de meu bebê?

Susana Vieira: Meu filho faz 50 anos e acho que não chamo mais de bebê. É diferente. A relação de quem mora junto, que não saiu de casa. A comunidade é feita da família, eles ficam lá. Então, existe uma profunda diferença. Meu neto estuda em Los Angeles, meu filho mora em Camboriú, minha nora mora em Miami; Então, é óbvio que a vida a minha vida não propicia isso. Mas a necessidade de ter só uma casa faz com que essas pessoas vivam juntas e convivam muito mais que a gente que vive separado. Dentro de um quarto só todos se dão muito melhor e assistem o mesmo programa. Nós não, cada um tem uma televisão no quarto, na sala, até assiste-se o mesmo programa, só que em quarto separado. Essa é a nossa realidade.

GA: Douglas Tavares, que irá fazer cenas quentes na novela com você, a elogiou dizendo que você mexe com qualquer homem, que é uma mulher atraente. Isso mexe com a vaidade da mulher?

Susana Vieira: Eu acho o máximo, meu amor, receber elogios. Hoje em dia se dá muito valor a juventude, ao sexo, ao charme, ao sex appeal. Ninguém dá valor para o intelectual, para a pessoa que sabe coisas do mundo, que sabe falar línguas… Então, o vamos ficar gostosa porque não vou ficar velha contando que li A Divina Comédia. Vamos falar de beijo na boca, colocar minissaia porque é algo que no Brasil as pessoas se baseiam nisso. Olha, aí chega o Cauã Reymond e diz: você está gostosa. Eu acho um show! Vem o Douglas e fala que sou uma mulher desejável, eu acho que ele não está fazendo média. Se estiver vai apanhar na cara (risos). Mas, sério, quando você permite que a feminilidade continue em você, isso significa que você está viva, que continua apostando no seu futuro, que existe a esperança de amor outro homem, de não se entregar, continuar alegre, de ir ao baile funk e tocar musica eletrônica, que são as coisas que eu mais gosto na vida.

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GA: Você recebe muitas cantadas?

Susana Vieira: Hoje em dia ninguém dá mais cantada. Está difícil arrumar um namorado dentro desses lugares públicos. Primeiro porque são homens lindíssimos e quando você vê,  o namorado já está do lado. Você fica pasma! (risos). São as melhores pessoas para você conviver, são bonitos, são elegantes chiques e isso não é da maneira de vestir, mas sim pessoas doces, os que estão namorando. Então, a gente convive com eles numa boa. Existem relações que começam numa conversa aqui, num papo ali, mas você chegar, eu não sei… Já fui muito naquele baile da favorita e a pessoa chega e dali a gente sai e está tudo bem.

GA: Então você ‘pega’ no baile funk?

Susana Vieira: Isso não existe, o homem e a mulher se olham e sai aquela faísca. Ninguém transa com outro se um não quer. Num baile todo mundo se paquera e aquele que você não está dando valor, olhando tanto, é com tem que sair (risos).

GA: Está feliz com a nova fase da vida? Como está o coração?

Susana Vieira: Meu coração está ótimo, estou feliz mais do que nunca. Feliz mais do que nunca, inclusive.

GA: Você gosta de paquerar na internet?

Susana Vieira: Odeio internet! Eu uso só whastapp, que foi a melhor invenção do mundo. É tudo ali, briga pela internet, faz as pazes pela internet, fecha contrato pela internet. É rápido, mensagens diretas, mas eu escrevo uma carta. Não abro sites, algumas revistas e adoro é ler jornal. Eu jamais trocaria jornal para ver aquela porra branca com uma luz de fundo na minha cara (ler no computador). Adoro pegar uma página, a manchete grande e ler tudo. Imagina quantas pessoas trabalharam para ter um jornal pronto todo dia? É muita coisa… A internet bota a matéria importante, e eu gosto de ler tudo, todos os jornais. Adoro os jornais do trem, amo. É ali que a gente fica sabendo da nossa vida.

GA: Qual o segredo para tanta energia? Você ainda usa a geleia real?

Susana Vieira: Ainda tomo a geleia real e misturo no café da manhã. Ela melhora o oxigênio do pulmão, é maravilhosa.

GA: Seu neto tirou foto com o jogador Neymar…

Susana Vieira: Meu neto é jogador de futebol em Miami, e todo mundo tem o Neymar como mito, um ídolo, que joga muito bem e todo mundo quer tirar uma foto com ele.

GA: A Susana também gosta de elogiar, tirar fotos com as pessoas?

Susana Vieira: Eu sim. Eu falo das atrizes que eu gosto. Tem uma atriz que está fazendo a minha nora na novela que eu só conhecia ela da Porta dos Fundos, e nem sabia o nome dela, que é a Letícia Lima. Quando encontrei essa menina dentro do camarim, eu falei: ”Eu te amo, eu te adoro, acho você uma atriz maravilhosa”. Falei com meu coração, verdadeiramente. E ela respondeu: ”Eu não acredito que estou ouvindo isso da Susana Vieira”.

Uma vez eu estava sentada num restaurante e chegou uma garrafa de champanhe. Quem mandou foi o jogador Adriano, o Imperador, que apanha muito da imprensa e sou fã dele. É inacreditável que você ache que uma pessoa de 24, 27 anos, rico, com a testosterona lá em cima vai se comportar como se estivessem num convento. Então, amo Romário, Ronaldinho Gaúcho, o Imperador. Nesse dia, eu levantei da mesa e fui falar com ele. O Adriano pegou na minha mão e disse que estava tremendo, falou que antes vendia caixote de batata na feira e hoje podia me oferecer um champanhe. E ainda disse que iria me colocar para falar com a mãe dele ao telefone. E eu falei com ela, avisei para ela não se preocupar que o filho dela apanha muito da imprensa, mas eu também, e estou aqui (risos).

Entrevista: Márcio Gomes

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