Rodrigo Santoro vive jogador de futebol nos cinemas

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Rodrigo Santoro realmente não para de trabalhar.  O galã, que recentemente falou com a Guia Astral sobre o filme com Jeniffer Lopez e a participação em um dos episódios de As Brasileiras, agora volta a falar com a gente. Dessa vez, Rodrigo fala sobre o personagem que dá nome ao seu mais recente filme, Heleno, um polêmico jogador do Botafogo dos anos 60, apaixonado pelo esporte, mas que acaba internado em um sanatório antes de morrer. Confira!

Rodrigo-Santoro

Foto: LourivalRibeiro/AgNews

Guia Astral: Você acha que o seu personagem, Heleno, tem alguma coisa a ver com os jogadores atuais? Em questão do futebol de antes e de hoje, você vê muita diferença?

Rodrigo: “Acho que o Heleno tem um pouco de alguns jogadores, eu não diria apenas um. Ele era um homem de personalidade bastante complexa, e já tinha muita atitude, especialmente pra época. Sobre o futebol, eu acho que a grande diferença é a mídia. O futebol tomou uma proporção gigantesca, e ser jogador de futebol naquela época não era tão bacana como hoje. O Heleno é um personagem que teve de tudo, uma família rica, um advogado, e realmente jogava bola porque gostava muito e era bom! Mas, eu acho que tem um paralelo que deixa o filme atual. O drama é muito parecido, apesar das suas particularidades, a história de vida do Heleno é parecida com a de qualquer jogador mais polêmico de hoje. Mas a relação com a plateia, ele tinha essa coisa nato. Ele se deliciava enfurecendo a multidão, ele era movido à provocação. Ele falava ‘futebol é pra torcida, o gol é pra torcida’. E continua sendo, só que hoje a comemoração é dança e tem a câmera. Antes era a coisa da camiseta que o pessoal levantava e tinha uma mensagem, beijo pra esposa, faz um coração e por ai vai… Ele pulava no alambrado, sacudia tudo, mandava uma banana quando achava que tinha que mandar. Neste sentido, acho que não mudou.”

Guia Astral: Você tinha ouvido falar no Heleno?

Rodrigo: “Eu não conhecia, mas já tinha ouvido falar que o Heleno foi um grande jogador. Não tinha conhecimento nem que ele era do Botafogo. Acho que a minha geração não o conhece, uma das razões que a gente considerou pra fazer este filme. O meu avô tem 95 anos e é de Botafogo de Ribeirão Preto. Quando eu falei que ia fazer o filme, ele ficou muito emocionado, e falou: ‘Olha, ele jogava muita bola, mas gostava de uma confusão…’ Quando José (Henrique Fonseca/Diretor) e o Rodrigo Teixeira (Produtor) começaram a pesquisar sobre a vida do Heleno, eu fui me preparando ao longo do processo, e fui desenvolvendo ao longo de alguns anos o roteiro e a ideia de filmar. Eu gosto de jogar bola como qualquer latino americano. É paixão mesmo. Mas sempre fui um jogador esforçado e amador em peladas com os amigos. Eu quis passar por um treinamento profissional. As coisas mais marcantes do Heleno eram a matada no peito e a elegância de jogar bola. Eu fiz umas aulas por um mês e meio, mais ou menos, treinando na praia, no campo. Fundamentos de futebol mesmo. Eu acho que essa foi a parte mais prazerosa de todo o processo.”

Guia Astral: O que você usou de inspiração para fazer o Heleno?

Rodrigo: Difícil responder a sua pergunta por que não é uma equação, não dá pra dizer que eu me inspirei em alguma coisa. Eu me inspirei na própria pesquisa. Tinham muitas fotografias dele em vários momentos da vida, muitas histórias, apesar de eu não achar que eu me pareça com o Heleno, na minha personalidade, minha forma de ser. Eu acho que ninguém é bom ou mal, branco ou preto. Acho que a gente tem tudo dentro da gente. O que eu tive que fazer foi mexer com tudo isso e trazer através da personagem. A inspiração veio de todo o processo, de toda a pesquisa, de tudo que eu escutei, de músicas, de conversar com o Zé (diretor), discutir com os atores. É um personagem que me exigiu muito! Ele me provocava, e como ele gostava de ser provocado, eu também fui gostando da provocação e tentando me aprofundar cada vez mais. Mas eu vou pensar até o final e se me ocorrer uma resposta mais exata eu te falo.

Guia Astral: Você teve algum contato com a família do jogador?

Rodrigo: “Poxa não sei se queria falar sobre isso… Acho que é intimidade, mas foi emocionante! O filho do Heleno conversou com a gente e ficou satisfeito. Ele me deu um abraço e ficou muito emocionado. Na época de pesquisa eu estive em São João onde o Heleno nasceu. Enfim, conversei com muita gente. Foram poucas pessoas, fora o Luis que é filho, e as outras cinco filhas, e uma prima, umas pessoas da cidade que viram o Heleno crescer… Senhores de 89 anos de idade que me contaram histórias, o clube onde

Guia Astral: Você vai fazer a sequência de 300?

Rodrigo: “Estamos a caminho, mas ainda não está confirmado. Eu fiz o primeiro, então é natural. Como é um filme muito especifico, estou meio atrelado a este projeto por ter feito o primeiro. Mas a princípio, a gente está em negociação.”

Guia Astral: Alguns o consideram o melhor ator brasileiro no ramo internacional. Como é pra você?

Rodrigo: “É você quem está me dando esse título (risos). Eu não sei disso não! Pra mim eu sou um ator em busca de bons trabalhos e grandes desafios! Essa é a minha visão. Cada vez que elas aparecem, me sinto sempre muito lisonjeado e grato com todas as oportunidades que me são dadas. E eu também trabalho pra isso, as coisas não caem do céu. Você tem que correr atrás, tem que trabalhar! Mas eu estou muito feliz e contente com as coisas que estão acontecendo!”

Guia Astral: Você pretende morar definitivamente nos EUA ou pretende ficar por aqui?

Rodrigo: “É até engraçado você falar isso, porque na verdade eu moro aqui! Eu vou e volto o tempo todo. Não consigo me imaginar morando fora do Brasil não.”

Guia Astral: É verdade que você gostaria de fazer um filme de aventura?

Rodrigo: “Eu gosto de variar. Eu acho importante reciclar. Um filme de ação, de repente, é algo que eu não fiz. Mas eu não tenho muito essa coisa de escolher o que eu quero fazer. Projeto é projeto!”

 

Entrevista: Ester Jacopetti

Texto: Soraia Alves

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