Irene Ravache conversa sobre beleza e envelhecimento sem traumas

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Em entrevista à GUIA DA TV, a atriz Irene Ravache dá dicas de beleza e de como envelhecer sem traumas.

GTV: Você está cada vez mais bonita. Qual é o segredo?

IR: Não sei se estou bonita não. Você que está dizendo (risos). Não me vejo de uma forma assim: “escolhi não fazer plástica”. Eu não sei. Tenho até muita vontade de fazer. Acho que não faço por medo mesmo. Se por um lado eu escuto que estou uma senhora, por outro, escuto coisas muito estimulantes a continuar como estou. E de mulheres muito bonitas. Mas não tomo isso como algo definitivo. Não faço plástica porque tenho medo de ficar pior do que está (risos). À medida que você vai envelhecendo, a tendência é piorar. Não é melhorar. (risos). Já imaginou se eu vou mexer e depois chego à conclusão que eu estava melhor antes do que depois? Nada contra quem faz.

GTV: Você tem cuidados especiais com a pele, o cabelo, por exemplo?

IR: Durante anos pintei o cabelo, fiz permanente e meu cabelo ficou maravilhoso. Então, agora, o que aconteceu: tenho muita preguiça de pintar cabelo. Estou com o cabelo bem branco. Fiz uma proposta de em vez de esconder o meu branco, vamos acentuar o meu branco e misturar com algumas cores mais escuras e de outro tom. Porque senão, toda hora tenho que ir pro cabeleireiro. Achei que isso seria mais fácil e aí o Beto me propôs esse corte, eu achei ótimo, as pessoas também gostaram.

GTV: E com a pele? Tem algum cuidado especial?

IR: Eu limpo muito bem a minha pele, hidrato, mas isso eu mesma. Passo tônico, limpo bem, não durmo com maquiagem. Não uso sabonete do rosto. Raramente. Uso mais uma espuma no banho e uns cremes pra pele ter um viço. Mas acho que você tem que aceitar e entender que o tempo passa. Uma vez, uma senhora me disse assim: “olha, minha filha, quem não tem um mito como padrão de beleza, não vai envelhecer bem”. Eu tenho como mito um patrão de beleza, mas eu tinha umas velhinhas muito engraçadas na minha casa e que gostavam muito de viver. Eram umas avós carinhosas, alegres, davam colo pra gente, sentavam no chão. Isso é mais forte do que qualquer outra imagem que eu tente copiar. Porque foi isso que recebi quando menina. Claro que gostaria de estar mais bonitona, mais gostosona. Mas isso é mais forte. Quando vejo estou na cozinha fazendo brigadeiro com a desculpa que é pra neto. Só que meus netos não são muito de brigadeiros (risos).

Entrevista: Eliane Martins / colaboradora

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