Entrevista com Marco Luque

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Entrevista com Marco Luque

  

Em O Formigueiro, o humorista promete muita diversão no comando da nova atração da Band

 

“Tudo o que eu tenho feito na minha carreira de um tempo para cá, eu vim treinando para esse tipo de trabalho, que é fazer “O Formigueiro”, comenta o humorista. Confira mais detalhes do novo programa, que vai ao ar todos os domingos, às 19h, na Bandeirantes.

 

Guia da Tevê: Quais serão os primeiros participantes do programa?

Marco Luque: Os primeiros convidados… A gente já gravou com a Luisa Possi e com o Thaíde. Hoje a gente grava com a Claudinha Leitte e com o Denilson. E a gente tem muitas pessoas na lista. E acho que a partir do momento em que o programa rodar no ar, as pessoas vão ver a cara do programa e vão se sentir bem à vontade e tranquilas de participar.

 

Guia da Tevê: “O Formigueiro” vai entrar no ar domingo, às 19 horas, que vai concorrer com Faustão, Gugu e o Silvio Santos, com o Roda-Roda. Você está preparado para enfrentar esses gigantes? O programa tem formato de talk show e esse formato não está indo bem nem no Brasil e nem fora. Você acha que com esse formato, é uma nova versão de talk show?

Marco Luque: Eu acho. Primeiro que eu acho que não vou estar preparado para enfrentar esses caras nunca. Silvio Santos! Os caras são muito bons. São referências. Eu não estou muito preocupado com isso. O meu foco não é competir, nem ver o que acontece com relação a esses monstros da tv. Eu acho que a gente está vindo trazer um novo formato, uma coisa a mais para a tv. Porque o domingo na tv já está há algum tempo com esse formato. Então, “O Formigueiro” é uma novidade. Mais uma opção que o público vai ter, quando estiver em casa, no domingo, com a tv ligada. É um formato diferente de entrevista mesmo. Vai ser para todas as idades. Tanto a molecada como o tiozão vão se amarrar no “Formigueiro”.

 

Guia da Tevê: O Rafinha Bastos ganhou um programa pra ele e você agora ganhou um seu. Vocês são mais talentosos que os outros do CQC? Não rola uma ciumeira?

Marco Luque: Não. Eu acho que a gente é mais velho. Primeiro os mais velhos. (risos) Não rola ciumeira. A galera sempre dá uma boa sorte. No CQC a gente é muito amigo. Todo mundo se gosta. Não tem uma rincha interna de nenhuma forma. Eu, particularmente, sou fã de todos eles. Então, o casting do CQC é perfeito. Eu não percebi muito isso de ciumeira. Está tudo bem. 

 

Guia da Tevê: Você vai sair menos para rua no CQC porque vai precisar de mais tempo para “O Formigueiro”?

Marco Luque: Esse ano eu aumentei a minha participação no CQC e pretendo continuar da mesma forma. Eu adoro o CQC. Não vejo nenhuma chance de eu participar menos. E “O Formigueiro” ocupa sim, vou ter que ficar diariamente na produtora, participar. Eu quero saber tudo o que acontece. Se eu participar do processo, da montagem, depois fica muito mais fácil para eu poder levar o programa no dia da gravação.

 

Guia da Tevê: Você vai testar as provas antes?

Marco Luque: Vamos. A gente testa tudo antes. Tem um galpão. A gente tem umas experiências meio malucas. Tem chance de não dar certo. Às vezes, quando não dá certo é mais legal ainda.

 

Guia da Tevê: A primeira convidada é a Luisa Possi. Ela disse que está apaixonada e não é pela Maria Ghadu. Ela está apaixonada por você e você está apaixonado por ela?

Marco Luque: Não. Eles me zoam. Os caras do CQC me zoam mesmo. A gente não tem que ficar bravo com piada. Eu estava vendo um twitter, não me lembro de quem, que disse que entre a piada e o amigo, ele prefere o amigo porque a piada ele faz outra. Mas eu acho que amigo que é amigo você pode fazer uma piada bem feita no ombro do seu amigo. Porque amigo que é amigo vai se amarrar naquilo e vai fazer uma piada pior pra você. E aí, fica aquele vai e vem, uma sacanagem do bem, entre os amigos.

 

Guia da Tevê: Como você pretende deixar “O Formigueiro” com a cara de um programa brasileiro?

Marco Luque: Eu acho que a grande diferença quando um programa vem para o Brasil são os brasileiros mesmo. Porque a gente sempre inova. O brasileiro tem essa pegada de se adaptar facilmente. E eu acho que vai ser isso mesmo. O individual de cada um que vai trazer essa diferença para o programa.

 

Guia da Tevê: Teve alguma brincadeira não aceita pelos participantes e qual foi a mais difícil de concluir ou o desafio mais difícil?

Marco Luque: Não teve nenhuma brincadeira que a galera não tivesse gostado. Acho que o desafio maior até agora, porque tive pouca coisa até agora foi o das bolas, das bexigas gigantes, que a gente tinha que fazer uma coreografia, entrar na bexiga não é fácil, ela estoura. E estar ali dentro e fazer uma coreografia. Eu acho que foi isso. A gente teve que ensaiar uns cinco dias. E até ver o formato. E saber e procurar as cores das bexigas, foi com o convidado Thaíde, e a branca era a mais resistente. Até chegar na branca a gente estourou várias bexigas de outras cores.

 

Guia da Tevê: Recentemente, você participou de uma grande campanha de conscientização no trânsito. No programa “O Formigueiro” vai ter algo de conscientização para o grande público, no meio de tanta diversão? E o que você acha que, atualmente, é o principal assunto que devemos conscientizar o público?

Marco Luque: Eu espero que a gente tenha sim, essa iniciativa de ter que conscientizar. Acho que desde a época em que eu fazia o “Terça Insana” que eu percebi que a gente pode usar o humor para também dizer coisas importantes, pode fazer coisas para que as pessoas se conscientizem mesmo e reparem no que vem acontecendo do Brasil e no mundo, no que vem acontecendo próximo delas. Isso é muito legal: você poder usar o humor como mapeamento para você fazer com que as pessoas se conscientizem de uma coisa. Eu acho fundamental.

 

Entrevista: Clayton Gallo/Colaborador
Foto: Orlando Oliveira/AgNews

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