Entrevista com Débora Falabella

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Entrevista com Débora Falabella  

A atriz fala do seu primeiro trabalho como vilã e o lado divertido das gravações  

Guia da Tevê: Foi difícil se preparar para encarnar uma vilã?

Débora: Nunca tive uma personagem tão fútil, a ponto de não ter de ler um livro sequer para interpretá-la. Uma futilidade só! É engraçado porque é o oposto das personagens que eu costumo fazer. Já peguei umas mocinhas engajadas, como a que a gente vê agora em “Sinhá Moça”, mas essa é uma futilidade! Então, fui atrás de referências de vilãs mais engraçadas, como as dos seriados americanos. Mas é estranho porque todo mundo na novela estudou, as pessoas foram a clínicas de reprodução, e eu não fiz nada.

Guia da Tevê: Como estão as gravações com a Zezé Polessa? Vocês duas se divertem muito?

Débora: Adoro gravar com a Zezé. A gente se diverte, combina certas coisas, são duas personagens que dão margem para que a gente se divirta. Elas têm um ridículo. E isso é muito legal. Com uma mocinha, você não consegue certas ousadias porque existe uma ética até na maneira de se vestir.

Guia da Tevê: O que mais lhe agrada nesse trabalho?

Débora: É bem diferente. Não sei se porque é vilã, mas tem um lado cômico e é muito distante de mim.
 

Guia da Tevê: A comédia ajuda mais ou atrapalha mais nessa tarefa? Deve ser difícil controlar os exageros…

Débora: É preciso ter cuidado sim, porque ela precisa convencer outros personagens. Precisamos ter cuidado porque os personagens não podem desconfiar. Eles sabem que são peruas, mas temos que segurar a onda para não ficar exagerado demais. Os outros não podem fazer papéis de ridículos por acreditarem nelas. As duas precisam ser convincentes. Por isso, elas exageram para valer quando estão sozinhas.

Guia da Tevê: Você está no ar em duas novelas. Com qual das duas personagens se identifica mais?

Débora: Não me identifico com nenhuma das duas. Uma é de época, muito distante de mim. E a outra é uma vilã!

Guia da Tevê: O que você acha de aparecer em dois horários diferentes, com papéis importantes em duas novelas?

Débora: Não sei se acho bom ter as duas no ar. É muita exposição. Mas, ao mesmo tempo, é legal por serem dois trabalhos tão diferentes. Se fossem duas mocinhas, talvez eu ficasse incomodada. Mas como são opostos, tem um lado bom. 

Guia da Tevê: E a sua grife? Como ela fica enquanto você se dedica à novela?

Débora: Está nas mãos da minha sócia, que é estilista. Da parte administrativa eu tento cuidar um pouco de longe, mas a maior parte do trabalho fica com ela. Estou distante, mas confio nas coisas que ela faz.

Entrevista: Márvio Gonçalves
Foto: Tony Andrade, Thyago Andrade/AgNews

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