Entrevista com Camila Morgado

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Como atriz, Camila Morgado é sempre muito elogiada desde sua ótima atuação no papel de Olga Benário, no dramático filme Olga. Hoje, porém, ela mostra seu talento de uma forma mais leve, arrancando risos do público vivendo Noêmia na novela Avenida Brasil, uma das três mulheres que compartilham as peripécias do personagem Cadinho, vivido por Alexandre Borges.

Linda, poderosa e com um senso de humor incrível, Camila conversou a Guia Astral e falou sobre o prazer em fazer personagens engraçados, o poder da tevê no Brasil, cuidados com a beleza e muito mais!

 

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Foto: Pedro Paulo Figueiredo/ Divulgação Carta Z Notícias

 

Guia Astral: Em Avenida Brasil sua personagem está mais uma vez envolvida com o lado cômico. Esses personagens te perseguem?

Camila: “Longe de ser uma perseguição, acho que é uma satisfação poder fazer um personagem tão popular, em um núcleo cômico. Tem sido muito gratificante, e a resposta do público é incrível. Não acho que minha imagem esteja ligada a um só tipo de personagem. Transito bem pelo drama também. Já fiz papéis dramáticos fortíssimos que marcaram minha carreira.”

Guia Astral: Quando foi que você teve a certeza de que seguiria a carreira de atriz?

Camila: “Durante minha adolescência tive lampejos. Tinha uma vontade de me expressar através da arte, de me comunicar, mas não sabia muito bem de que forma. Então, acabei não levando esse desejo adiante na época. Muito por causa da minha timidez e um pouco por não saber por onde começar, pelo fato de não ter nenhum artista na família. Lá pelos 17 anos, quando terminei o Ensino Médio, a vontade voltou a aflorar, dessa vez de maneira mais forte. Comecei, então, a fazer um curso de teatro em Petrópolis, minha cidade natal. Logo depois vim para o Rio, onde continuei a estudar teatro e aí a possibilidade de aquilo virar uma carreira foi se concretizando, ganhando forma, e fui percebendo que me tornar atriz era o que eu queria. Depois fui passar um tempoem São Paulo, e foi, então, que a carreira deslanchou.”

Guia Astral: Quando você começou a ser reconhecida nas ruas pelo seu trabalho na televisão, como se sentiu? Foi assustador?

Camila: “No começo foi, sim, um pouco assustador. A televisão atinge muitas pessoas e de maneira muito rápida. Você aparece na tevê em um dia, e no outro todos já te reconhecem na rua. E no Brasil inteiro! Você vai para o Sul e as pessoas te reconhecem, te chamam pelo nome, te abraçam, falam sobre sua personagem. Aí você viaja para o norte do país, e é a mesma coisa. É impressionante a magnitude disso tudo! Às vezes é difícil mensurar. É difícil absorver. Demora um pouco para o ator, principalmente em início de carreira, dimensionar seu papel dentro dessa poderosíssima indústria de comunicação, que é a televisão brasileira.”

Guia Astral: E como você lida com o assédio da mídia e dos fãs? Já se acostumou?

Camila: “O assédio dos fãs tem um lado bom. Fora o carinho que recebemos diariamente, é um bom termômetro para sentirmos como sua personagem está chegando ao público. Onde podemos melhorar, onde acertamos… Tenho aprendido a lidar com a exposição na mídia. É uma troca. A mídia tem interesse em nosso trabalho e também precisamos dela. É preciso saber lidar com isso. Sou reservada e ninguém gosta de ter sua privacidade invadida.”

Guia Astral: Você havia comentado que Olga havia sido a personagem mais difícil de sua carreira. Após alguns anos você ainda pensa da mesma forma?

Camila: “Sim. Mas agora são duas personagens: Olga e Lynndie England, da peça Palácio do Fim, com direção de José Wilker. Lynndie foi uma jovem soldado americana que torturava barbaramente prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib. A peça é baseada em fatos reais.”

Guia Astral: Pode-se dizer que A Casa das Sete Mulheres foi quem lançou a sua carreira como atriz de televisão? Quando foi o seu primeiro trabalho no teatro?

Camila: “Sim, A Casa das Sete Mulheres foi o trabalho que me lançou na tevê. Em teatro, fiz meu debut com Gerald Thomas, assim que terminei a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Comecei pelas mãos do Gerald e tenho muito orgulho disso.”

Guia Astral: E se você não fosse atriz o que estaria fazendo atualmente?

Camila: “Na adolescência pensava em ser médica. Então, quem sabe, se não fosse atriz, estaria exercendo a medicina. Acho uma profissão lindíssima, muito digna, que requer vocação e muita dedicação.”

Guia Astral: Você é uma mulher de beleza peculiar. Tem cuidados específicos com a pele e o cabelo?

Camila: “Eu me cuido, sim. Gosto de investir em cabelo e pele. Vivo em um país tropical, e como minha pele é muito branca, tenho que ter cuidados redobrados. Faço hidratação no cabelo uma vez por semana também. Muito por causa da profissão. Estamos sempre fazendo escova, trocando de cor para uma personagem, fazendo penteados, enfim, tudo isso danifica muito o cabelo, então, tem que cuidar!”

Guia Astral: Você utiliza algum truque que aprendeu com a mãe ou avô, tipo passar ovo ou babosa nos cabelos para ficarem brilhosos?

Camila: “Não, não. Não me lembro de nada especificamente. Da minha família herdei o cuidado com a alimentação. Lá em casa sempre fomos de comer bem, de forma saudável. Morava em Petrópolis, tinha sempre uma comida caseira, e a vida menos corrida das cidades pequenas acho que ajuda você a se alimentar melhor.”

Guia Astral: Quando consegue um tempo para descansar normalmente você prefere viajar ou ficar em casa para recarregar as baterias?

Camila: “Como estou num pique de gravação intenso, quando tenho um tempo livre gosto de curtir a casa. Aproveitar meu espaço.”

Guia Astral: Você comentou numa entrevista que adoraria ser mãe e as mulheres estão deixando a maternidade cada vez mais tardia. É o seu caso? Se fosse para adotar uma criança você faria?

Camila: “Com os avanços da medicina, as mulheres hoje têm muitos recursos para adiar uma gravidez sem que isso se torne um problema. Isso é ótimo! É uma conquista e tanto da mulher moderna. Da mulher que deseja ter uma carreira sólida, mas que não quer abrir mão da maternidade. Adotaria uma criança sem problemas, se surgisse a vontade.”

 

Entrevista: Ester Jacopetti

Texto: Soraia Alves

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