Truques para acalmar as crianças

Truques para acalmar as crianças

Foto: Thinkstock/Getty Images

Quando o bebê começa a chorar, toda a família se mobiliza para atendê-lo, tentando descobrir qual o desconforto que está provocando tanta reclamação. Algumas vezes, é fácil: hora de mamar, fralda suja, desejo de colo – cada uma com sua solução. Em outras, parece que nada é capaz de acalmar o pequeno, o que vai deixando os adultos nervosos e realimentando o ciclo do berreiro. Nessas horas, alguns recursos podem ser a tábua de salvação, não por terem, necessariamente, efeito terapêutico, mas por distraírem a criança, ajudando-na a esquecer do incômodo e, finalmente, superá-lo. Conheça esses verdadeiros aliados da tranquilidade do lar.

Balde de banho

Vindo direto da lavanderia ou mais moderno (desenvolvido especialmente para o banho), ele pode ser usado nos dias quentes para refrescar o bebê. Há mães que garantem que é um ótimo recurso para o banhinho da noite, que faz a criança dormir por horas (e os pais também!). A hipótese é que a criança se “molde” ao acessório, sentindo-se mais aconchegada e confortável. Para a pediatra e neonatologista Ana Paula Joras Jundi, da Clínica Samsi, do Rio de Janeiro, não há contraindicação para os pequenos que já consigam ficar sentados ou em pé, mas é preciso atenção com os recém-nascidos. “Não devemos colocá-los no balde, pois ainda não conseguirão se sustentar”, afirma.

Chupeta

A boa e velha amiga das mamães, principalmente as de primeira viagem, faz verdadeiros milagres nas horas mais tensas. É que os bebês rapidamente associam a sucção com a tranquilidade gerada pelo momento da amamentação, quando sentem o calor e a proximidade da mãe. Mas é preciso muito cuidado para não abusar da chupeta, já que a sua sucção (mais fácil do que sugar o seio) pode ser preferida pelo bebê. “Ela pode levar a criança a deixar o seio materno”, alerta a especialista. Outra prática contraindicada é misturar alimentos como mel, açúcar e ervas à chupeta: os doces podem prejudicar os dentes e induzir ao hábito do consumo exagerado, enquanto as ervas para cólica podem produzir engasgos e até broncoaspiração. Vale lembrar que, até os seis meses de idade, o bebê não precisa de nenhum outro nutriente além dos presentes no leite materno.

Sling

A ideia não é nada original, afinal alguns povos indígenas e orientais a utilizam há muito tempo, mas já virou uma verdadeira febre entre as mamães de crianças que requerem colo. Além de preservar a coluna dos adultos, ele mantém o bebê mais perto do calor e do cheiro da mãe, que têm um poder e tanto para acalmá-lo. “Outra vantagem é que a mãe fica com as mãos livres, e ele fica pertinho do coração da mãe ouvindo as batidas, como ouvia enquanto estava no útero materno”, acrescenta Ana Paula.

Doce balanço

Essa é antiga, mas se mantém atual. Parece que faz parte do instinto materno um leve balanço quando o bebê está no colo. Tanto para acalmar quanto para fazê-lo dormir, é uma ótima solução. Atualmente, já existem cadeirinhas de balanço próprias para bebês, com músicas e brinquedinhos que acalmam e ao mesmo tempo distraem. Além do mais, podem ser usadas para dormir em posição mais vertical, nas difíceis e longas noites de resfriado.

Colo: remédio para todos os males

Há quem diga que colo vicia, que deixa o bebê manhoso e mal acostumado, e que, desde pequeno, ele deve ser deixado no berço quando está tranquilo e também na hora de dormir. Pode até ser que, de tão bom, o colinho seja requisitado a todo momento, mas não restam dúvidas de que ele favorece, e muito, o desenvolvimento emocional do bebê. Durante nove meses, a criança se desenvolve apertadinha no útero, e precisa desse envolvimento para se sentir segura. Depois que nasce, precisa ter o aconchego do colo, ouvir os batimentos cardíacos da mãe (que já conhecia desde a barriga), ser ninada e acariciada. Não tem nada que um colinho não resolva – para o resto da vida, aliás!

Consultoria: Ana Paula Jonas Juriti, pediatra e neonatologista da Clínica Samci, do Rio de Janeiro

 

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