Saiba mais sobre a Desordem do Processamento Auditivo

Saiba mais sobre a Desordem do Processamento Auditivo

Foto: IngramPublishing/OtherImages

Algumas crianças podem ter dificuldades para formar palavras, juntar sílabas e sofrem com o aprendizado na escola. Muitas vezes esses problemas são confundidos com surdez, mas podem ser conhecidos como Desordem do Processamento Auditivo: um distúrbio da audição no qual há uma alteração na habilidade de interpretar os sons que são ouvidos.

A criança escuta normalmente, mas sente dificuldades para processar a informação. Essa disfunção pode levar diagnósticos errôneos, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e até doença mental. Para esclarecer as dúvidas e descobrir se o seu filho sofre com a Desordem do Processamento Auditivo, veja algumas dicas da fonoaudióloga Mayze Sartori dos Santos:

Como identificar o problema?

Segundo a fonoaudióloga, é possível suspeitar da presença de transtorno do processamento auditivo em crianças que apresentem as seguintes características:

– Dificuldade em compreender o estímulo auditivo, ouve, mas não entende;
– Dificuldade em localizar os sons;
– Dificuldade em compreender a fala em ambientes ruidosos;
– Dificuldade de compreender piadas ou palavras de duplo sentido;
– Dificuldade em compreender o que lê;
– Fala muito “hein”, “o quê?”;
– Problemas na fala, com dificuldades na produção dos sons /l,r,s,z/;
– Desatenção, agitação, desorganização;
– Dificuldades escolares em várias matérias;

Existe tratamento?

Antes de qualquer medida, é importante consultar um Fonoaudiólogo especialista em Audiologia. “É recomendado um programa de fonoterapia com um profissional capacitado que tenha como objetivo desenvolver a competência de comunicação, possibilitando uma harmonia entre habilidades de audição, de fala e de linguagem, que são bases para o aprendizado”, revela Mayze.

Em qual faixa etária o transtorno se manifesta?

Qualquer faixa de idade pode ter a desordem do processamento auditivo, porém é mais comum entre crianças, causando problemas de autoestima. “O transtorno interfere nas habilidades de leitura, fala, compreensão e comunicação, podendo gerar ansiedade, desempenho escolar comprometido e baixa autoestima”, conta a fonoaudióloga.

Nos adultos, a desordem pode ser identificada quando o indivíduo sente dificuldade de concentração em ambientes barulhentos, levando à irritação e à dificuldade de compreender diálogos.

Lembre-se que antes de tomar qualquer atitude, é importante consultar um especialista: se prevenir e buscar ajuda nunca é demais!

 

Consultoria: Mayze A. Sartori Dos Santos, fonoaudióloga do Centro de Reabilitação SORRI-BAURU

 

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