Obesidade infantil: como evitar esse problema

A obesidade infantil é um problema grave e mais comum do que muitas pessoas imaginam. As comidas fast-food, os doces e os refrigerantes devem ser evitados e não podem ser consumidos com muita frequência. Segundo Ana Cristina Pomarico, diretora do colégio Joana D´arc e doutora em fisiologia pela Unifesp, a educação alimentar já deve começar no período de amamentação para evitar problemas futuros. Veja dicas da especialista e saiba que tipos de alimentos devem fazer parte do dia a dia das crianças:

Alimentação ideal

Para a especialista, os alimentos ricos em açúcar, salgadinhos e refrigerantes devem ser evitados porque são considerados calorias vazias, isto é, não oferecem os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança. “A criança não sentirá falta de um alimento que ela não conhece o sabor. A alimentação correta deve ser rica de frutas, verduras, legumes, carnes magras e carboidratos complexos”, explica.              

 

Criança encarando um lanche

Foto: Shutterstock Images

Ana Cristina ainda afirma que a educação alimentar deve começar desde cedo: “A educação alimentar deve ser iniciada já no período de amamentação, regulando as mamadas de três em três horas. A inclusão de alimentos saudáveis como verduras,  legumes, carnes, arroz ou macarrãozinho nas sopas  permite que a criança aprenda a identificar cada alimento através do paladar”.

Outra dica essencial é incluir frutas na forma de sucos: “A inclusão de frutas na forma de sucos e depois a fruta em pedaços é essencial para que a criança aprenda a gostar dos sabores e das texturas que as mesmas oferecem”, conta a diretora.

O papel dos pais

Para evitar a obesidade infantil, é necessário que os pais incentivem as crianças a praticar esportes e diminuir as comidas gordurosas em casa. “A obesidade infantil é evitada a partir do momento que os pais ensinam seus filhos a comerem alimentos saudáveis. Permitir doces, salgadinhos e refrigerantes a qualquer momento do dia ou da semana é uma maneira de incentivar a obesidade infantil. Esses alimentos devem ser oferecidos somente em ocasiões especiais”, conta a especialista.

E não é somente a alimentação que ajuda a evitar problemas de saúde: as atividades físicas são essenciais para que as crianças tenham uma vida melhor e com mais energia. “As crianças devem ser estimuladas desde cedo a praticar atividade física, esportes em geral. As escolas têm um papel muito importante nisso, devendo valorizar bastante essa disciplina. A combinação de atividade física com uma boa alimentação é o melhor caminho para uma vida saudável”, pontua Ana Carolina.

Problemas graves

As crianças obesas sofrem não só com problemas de saúde, mas podem apresentar baixa autoestima: “A criança obesa pode se sentir rejeitada pelo grupo, evita participar de atividades físicas, sofre bullying, cansa com facilidade, tem inúmeros problemas de saúde como colesterol elevado, diabetes, pressão alta, entre outros”, conta a diretora.

E como solucionar esses problemas?

Para a especialista, a família deve organizar um cardápio para selecionar o que deve ou não ser comprado no mercado. “Todos os membros da família devem participar, pois a criança precisa seguir exemplos. A rotina familiar deve estabelecer de cinco a seis refeições diárias, mesmo que apenas uma refeição seja feita em conjunto”, aponta.

Além de evitar as guloseimas durante semana, o essencial é prestar atenção no lanche que deve ser levado para a escola. “Os lanches devem incluir frutas, pães integrais, queijo branco, peito de peru e barra de cereais”, acrescenta Ana Cristina.

As atividades em família também podem proporcionar uma vida mais saudável para os jovens: “Realizar programas em família como caminhada no parque, andar de bicicleta, patins e skate favorece a queima de calorias, além de ser prazeroso”, conclui a diretora.

 

Consultoria: Ana Cristina Pomarico, diretora do colégio Joana D´arc, é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), mestre e doutora em Fisiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pós-doutoranda em Farmacologia na Universidade de São Paulo (USP). E-mail: anacristina@cjd.com.br

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