Lei adianta a entrada de crianças de 4 a 5 anos à pré-escola

 

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Agora é lei: até 2016 todas as crianças de 4 a 5 anos do Brasil devem estar matriculadas em escolas públicas. Antes, o texto da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) previa a entrada das crianças apenas aos 6 anos. A medida vai abrir cerca de 1,4 milhão de vagas e oferecerá aulas diárias de até 4 horas em período regular e até 7 horas em período integral.

A lei modifica estruturalmente a educação básica brasileira em relação às contas (serão quase R$ 3 trilhões para a adaptação dos municípios à lei) e a qualidade do ensino, aumentando o tempo da criança dentro da pré-escola e, consequentemente, melhorando seu aproveitamento futuro na escola convencional.

Quanto mais cedo, melhor

A mudança na lei não apresenta somente uma melhoria, mas sim uma necessidade. Segundo a psicopedagoga Quézia Bombonatto, “a criança deve ser estimulada ao aprendizado desde pequena, tanto cognitivamente quanto socialmente”.

No aspecto cognitivo, existe a importância das funções neurológicas serem exercitadas precocemente na infância, estimulando a coordenação motora, localização espacial e potencialização dos sentidos, por exemplo.

O lado social aparece nas relações da criança com a autoridade do professor, os limites dos amigos e outras interações totalmente novas que só se apresentam em ambiente pré-escolar.

É importante lembrar que o ensino pré-escolar não segue o modelo clássico das salas de aula: professor explicando na lousa enquanto os alunos, sentados em suas carteiras, aprendem a matéria. Nessa idade, a escola exercita a parte lúdica do ensino e a criança aprende brincando.

A participação dos pais

Quézia adverte: “A escolinha não deve ser o lugar dos pais largarem as crianças. Eles devem fazer parte da escola”. Segundo a psicopedagoga, os pais devem seguir algumas orientações quando colocarem seus filhos na pré-escola. São elas:

Alimentação: saber o que o filho come e em quais horários pode influenciar no aprendizado dele.

Horários de entrada e saída: não deixar o seu filho chegar atrasado na aula ou ficar esperando na saída para voltar para casa. Ser presente e pontual vai deixá-lo mais à vontade com os coleguinhas.

Converse com a criança: pergunte sobre o dia do seu filho, saiba o que ele fez e o que sentiu na escola. Os pais são uma extensão do aprendizado da escola e devem estimular as atividades do filho.

Seja parceiro da escola: converse com os professores e ajude nas atividades propostas. Acompanhando a escola, o ensino do seu filho (e dos outros alunos) será melhor.

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