Como prevenir problemas ginecológicos

Como prevenir problemas ginecológicos

Foto: Thinkstock/Getty Images

Quer garantir uma boa saúde feminina? Invista na prevenção e fique de olho em qualquer alteração que possa surgir em seu corpo. Corrimentos, cólicas, alterações no ciclo menstrual… Por mais simples que pareça, qualquer incômodo pode ser sintoma de que algo não anda bem em seu organismo. E, na luta pelo diagnóstico precoce, listamos os sintomas dos principais distúrbios que atingem as mulheres e, claro, seus possíveis tratamentos. Tudo para você não ter mais desculpa para não ir ao ginecologista.

Mioma

– Ele caracteriza-se pela formação de um tumor benigno na parede do útero, podendo surgir um único nódulo ou múltiplos.

– É rara a evolução de um mioma para um câncer, mas, de qualquer forma, o problema exige cuidados, pois pode interferir na fertilidade feminina.

– Embora em algumas mulheres a doença seja assintomática, é bom ficar de olho em alterações como sangramentos menstruais excessivos, e, eventualmente, cólicas.

– “De forma geral, o tratamento do mioma pode ser medicamentoso ou cirúrgico”, afirma o ginecologista Achilles Cruz.

Endometriose

– “É uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que se caracteriza pela implantação e proliferação de células do endométrio fora do local habitual”, explica o especialista.

– Dor na região pélvica, principalmente durante a menstruação, é o principal sintoma desse problema, que é responsável por 40% dos casos de infertilidade feminina. Algumas pessoas podem sentir, também, dor na relação sexual.

– Para o tratamento, o médico pode prescrever pílulas anticoncepcionais. Em alguns casos, é necessário um procedimento cirúrgico.

TPM

– Cerca de 85% das mulheres sofrem com a tensão pré-menstrual, sendo que as alterações hormonais são apontadas como as maiores culpadas pelo problema.

– Os sintomas já são bem conhecidos pelo universo feminino e causam desde alterações físicas a emocionais. “Os principais são dor de cabeça, inchaço, distensão do abdômen, sensibilidade nas mamas, irritação, nervosismo, depressão e compulsão alimentar”, explica o ginecologista.

– Visando normalizar os níveis de hormônios, indica-se a utilização de pílulas anticoncepcionais, ingerindo-as com menor ou nenhum tempo de pausa entre uma cartela e outra.

Corrimento

– Mesmo sendo comum entre as mulheres, é bom saber que ter corrimento não é normal e ele pode ser sintoma de algum processo inflamatório ou infeccioso na vagina ou no colo uterino.

– “Ele se caracteriza pela presença de secreção vaginal aumentada, com odor e coloração amarelada ou esverdeada, podendo ou não estar associado à presença de ardência e coceira”, salienta o profissional.

– Entre as causas do corrimento, destacam-se alterações hormonais, na flora vaginal e no pH, além de contaminação provocada por germes. O tratamento varia, mas, em geral, consiste na administração de medicamento antimicrobiano.

Câncer de mama

– É o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres e não há uma forma de prevenção efetiva para o problema.

– “O rastreamento da doença deve ser feito através de consultas anuais ao ginecologista”, orienta Cruz.

– Autoexame, avaliações clínicas, mamografia, ultrassonografia mamária e ressonância magnética são as armas para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Câncer de colo de útero

– Todo ano, surgem aproximadamente 18 mil novos casos desse tipo de câncer no Brasil, que é o segundo mais incidente entre as mulheres. “O número de mortes chega a 5 mil ao ano”, complementa o profissional.

– A principal causa do problema é a infecção provocada pelo HPV (papiloma vírus humano), transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas.

– Dessa forma, o uso de camisinha ou mesmo a vacina contra o HPV são indicados para prevenir a doença.

– Cirurgia, quimioterapia e radioterapia consistem nas principais formas de tratamento.

– Quando diagnosticados precocemente, tanto o câncer de colo de útero quanto o de mama têm chance de cura de quase 100%.

Ovário policístico

– Quase 50% das mulheres sofrem com esse problema, que se caracteriza pela formação de pequenos cistos nos ovários, provocando alterações hormonais e metabólicas.

– Fique atenta a atrasos na menstruação e ganho de peso, que podem ser sintomas da doença. Também é comum o aparecimento de acne, aumento de pelos e oleosidade na pele.

– Embora não haja cura, o tratamento pode ser feito com a administração de pílulas anticoncepcionais ou indutores de ovulação, e até mesmo remédios com ação no metabolismo da glicose.

Cólicas

– As dores no período menstrual causadas pela contração do útero atormentam, em média, 70% das mulheres em idade reprodutiva.

– Se você sofre com esse problema, não deixe de procurar um médico, pois ele pode ser sintoma de diversas doenças.

– “Mas, se for uma cólica própria da menstruação, as pílulas anticoncepcionais são a primeira escolha nas mulheres que não desejam engravidar”, finaliza o especialista.

Menstruação precoce ou longa

– É cada vez mais comum encontrar meninas que começam a menstruar precocemente, ou seja, antes dos 10 anos de idade. Como resultado, essas jovens podem sofrer interferência no crescimento e têm mais chance de entrar em menopausa antecipadamente.

– Outra situação é que as mulheres estão menstruando durante mais tempo, graças à gravidez tardia e ao menor número de gestação. Com isso, aumenta-se o risco de aparecimento de doenças. Para proteger o organismo, use pílulas anticoncepcionais.

Menopausa

– Em geral, as mulheres entram na menopausa a partir dos 50 anos, quando há uma queda na produção hormonal do organismo.

– Sintomas como ondas de calor, sudorese noturna, além de ressecamento, diminuição da lubrificação vaginal e dor durante a relação sexual, são comuns nessa fase.

– Para minimizar os sintomas, pode-se recorrer à terapia de reposição hormonal. “Para tanto, é necessário que você faça uma avaliação com o seu ginecologista, que indicará a melhor opção terapêutica”, ressalta Cruz.

Mandamentos da boa saúde

Para o diagnóstico precoce de doenças, visite um ginecologista anualmente. Como o intervalo entre uma consulta e outra é grande, anote qualquer anormalidade que perceba em seu corpo no decorrer desse tempo. Não ignore alterações no seu organismo. Segundo o ginecologista Rodrigo Castro, problemas simples como corrimentos com odor e dor na parte inferior do abdômen podem ser sintomas de doenças. Procure um médico diante de qualquer anormalidade.

 

Consultoria: Achilles Cruz, ginecologista. Rodrigo Castro, ginecologista e coordenador do Departamento de Ginecologia do Hospital Bandeirantes. Site: www.hospitalbandeirantes.com.br

 

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