Como falar sobre sexo com os filhos

Todos os pais precisam passar por um momento delicado quando os filhos atingem a puberdade. Como chegar nas crianças e ter a famosa “conversa” sobre sexo? Qual é a melhor maneira de falar sobre o assunto com os filhos sem que haja constrangimentos? Não é uma tarefa fácil, mas os pais precisam manter a calma e a tranquilidade. Veja dicas da psicóloga Eliana de Barros Santos, diretora do Colégio Global, e descubra a melhor maneira de iniciar o diálogo sem problemas:

Idade certa

De acordo com a especialista, não existe uma idade ideal para falar sobre esse assunto.A questão mais importante é responder as perguntas que forem feitas no momento em que forem colocadas e da maneira mais simples, correta e direta possível para a idade da criança, independente do sexo”, afirma.

 

Mãe e filha conversando

Foto: Thinkstock/Getty Images

Como deve ser a conversa?

Eliane aponta que não existe lugar ou hora adequada para manter um diálogo formal sobre o assunto: “Os pais devem estar disponíveis para desenvolver um clima de intimidade com os filhos e esta intimidade vai propiciar um ambiente em que a criança vai se colocar com relação aos seus sentimentos, suas angústias e suas dúvidas em relação à vida de forma geral.  E aí estão inseridas as questões que se referem a sexualidade”, revela.

Para que surjam momentos assim, os pais precisam manter uma postura de aceitação e leveza para manter o diálogo bem natural:Dialogar com os filhos é conversar sem aquele ar de ‘eu sei tudo e vou lhe ensinar’. O diálogo é uma conversa que leva à reflexão e abre espaço para se questionar tudo, inclusive o famoso ‘de onde viemos’”, explica a psicóloga.

Importância do diálogo

Se os pais fugirem do assunto e não forem compreensivos quando o assunto é a sexualidade, os jovens podem se sentir confusos e buscar respostas em outros lugares, que, muitas vezes, podem trazer problemas: “Quando a criança não encontra nos pais a abertura para esclarecer suas dúvidas sem que seja ridicularizada, ela possivelmente vai buscar em seus colegas a referência e a resposta que não tem em casa. Essa pode ser uma situação de risco, já que os pais estarão delegando a um desconhecido a formação sexual e afastando a criança”, conta a especialista.

Assuntos inadequados

Uma dúvida que surge nesse momento é que tipo de assunto deve ser evitado e o que pode ser dito sem problemas. “Os pais não devem mentir, fantasiar e deixar de responder com seriedade as dúvidas que forem levantadas. Se não souber responder, use o momento para perguntar o que a criança acha daquele assunto, como ela imagina que funciona. Dessa forma, é possível ganhar tempo e se situar no que realmente está sendo questionado”, revela Eliane.

Ela ainda diz que é essencial que os pais não falem demais e deixem a criança confusa: “O bom é responder somente o que foi perguntado. É comum aproveitar o momento para descarregar todas as informações sobre a criança, mas essa não é a melhor forma de lidar com o assunto. A ansiedade dos pais atrapalha, então é recomendável respirar fundo e verificar primeiro o que a criança realmente está perguntando, para diminuir o risco de errar”, explica.

Quebrando o gelo

O mais importante nesse momento é adquirir a confiança dos filhos, mas isso é conquistado aos poucos, com a convivência e o passar do tempo. “Os pais que nunca permitiram ou se dispuseram a ouvir o filho ou olhar os trabalhinhos da escola  terão grande dificuldade em conseguir conversar com o adolescente. O diálogo deve ser conquistado ouvindo muito mais que falando”, aponta a psicóloga.

O primeiro passo para conquistar os filhos é participando ativamente de suas vidas desde bem novinhos. “Frequentar as reuniões e festas da escola e demonstrar interesse verdadeiro sobre os assuntos que a criança leva para casa são atitudes importantes que no futuro levarão a uma comunicação clara e aberta com os filhos adolescentes. A confiança é conquistada demonstrando respeito e interesse pelo assunto que o filho leva. Se há incentivo para esse tipo de troca na família, o ambiente fica agradável e favorece um verdadeiro diálogo em situações diversas”, conclui a diretora.

 

Consultoria: Eliana de Barros Santos, psicóloga  e diretora do Colégio Global
Colégio Global 
Av. Prof. Alfonso Bovero, 456 – Sumaré – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3673-3577
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