Como declarar o imposto de renda 2013

Ainda não declarou o imposto de renda esse ano? Então é bom ficar de olho, pois o prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2013 vai de 1º de março a 30 de abril. Quer saber como fazer a declaração sem transtornos? Então veja as dicas da consultora financeira do Finanças Práticas Waldeli Azevedo e cuidado para não perder o prazo!

Quem precisa declarar?

A consultora financeira afirma que todos os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65 em 2012 devem fazer a declaração. “Os que tiveram rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil e também precisam declarar, assim como quem teve posse de bens e direitos com valor acima de R$ 300 mil”, explica.

É necessário declarar isenção?

Quem não se encaixa nas regras de obrigatoriedade não precisa declarar o imposto, mas pode fazê-lo se quiser. “A Receita Federal cita um exemplo: uma pessoa que não é obrigada, mas teve imposto sobre a renda retido em 2012 e tem direito à restituição, precisa apresentar a declaração para recebê-la”, conta Waldeli.

 

Notas de cinquenta reais

Foto: Shutterstock Images

Como fazer a declaração?

A especialista afirma que, antes de começar a declaração, a pessoa precisa baixar os programas de preenchimento e entrega da declaração da Receita Federal. 

“Para agilizar o preenchimento, o contribuinte deve ter em mãos todos os documentos. O ideal é ir reunindo tudo ao longo do ano, por categoria, para facilitar o trabalho”, conta Waldeli. Alguns exemplos:

-Recibos de compra e venda de carro, caso tenha ocorrido em 2012;

-Documento de compra ou venda de imóvel, caso tenha ocorrido em 2012;

-Controle de alugueis recebidos e dados dos imóveis alugados

-Recibos de despesas médicas;

-Comprovantes de pagamento do plano de saúde;

-Boletos de escola, para comprovar gastos de instrução;

-Extrato comprovando recebimento de créditos da Nota Fiscal Paulista;

-Informe de rendimentos (trabalho), incluindo de seus dependentes na declaração;

-Documentos referentes à rescisão do contrato de trabalho, caso você tenha saído do emprego;

-Informações dos dependentes, incluindo CPF;

-Extrato do FGTS, caso tenha efetuado saque;

-Extrato do seu plano de previdência;

-Extratos bancários;

-Controle de investimentos;

-Carnê de pagamento do INSS para empregados domésticos etc.

E se a pessoa perder o prazo?

Se a pessoa não declarar o imposto de renda e perder o prazo, ela estará sujeita a uma multa de 1% ao mês, calculada sobre o total do imposto devido. “A multa de 1% passa a contar a partir do dia seguinte ao prazo de entrega fixado pela Receita Federal e terá por termo final o mês em que o contribuinte apresenta a declaração. O valor mínimo é de R$ 165,74 e o máximo é de 20% do imposto a pagar”, explica a consultora financeira.

Ela também acrescenta: “O contribuinte que não tem imposto devido ou tem direito à restituição, mas descumpriu o prazo determinado, também está sujeito à multa. Nesse caso, é cobrado o valor mínimo de R$ 165,74; se houver saldo a restituir, ele será pago com o desconto da multa”.

E quem não pode pagar?

Caso o contribuinte não tenha o dinheiro para pagar, ele precisará acertar as contas com o Fisco. “Além da cota única, que vence no dia 30 de abril, há a opção de parcelar o valor total em até oito parcelas iguais, desde que o valor de cada parcela não seja inferior a R$ 50”, aponta a especialista.

“Caso, ainda assim, não seja possível pagar o imposto, o contribuinte deve estar ciente de que está sujeito ao cálculo de multa e juros, e que estará com situação fiscal pendente junto à Receita Federal”, complementa Waldeli.

A declaração é feita apenas pela internet?

A declaração deve ser feita no computador por meio do programa IRPF2013, mas quem não tiver acesso à internet em casa pode comparecer às agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal durante o expediente bancário para preencher os documentos.

Dicas importantes

– O prazo para declarar o Imposto de Renda começa, geralmente, no dia 01 de março e termina no dia 30 de abril.  É importante baixar logo o programa gerador da declaração, pois pode haver congestionamento no sistema;

– O contribuinte deve evitar declarar na última hora. Quanto antes a declaração for preenchida, menores as chances de erro e de atraso no envio. Além disso, as declarações são analisadas por ordem de entrega: quanto antes entregar, mais cedo receberá a restituição, caso tenha direito.

– Os contribuintes com 60 anos ou mais geralmente estão incluídos nos primeiros lotes. Também podem ganhar prioridade os portadores de doenças graves (nesse caso, o benefício não é concedido automaticamente e deve ser informado ou solicitado).

– Para os demais contribuintes, os pagamentos são realizados primeiro aos que enviaram a declaração pela internet, de preferência logo no início do prazo. Em seguida, ficam as declarações entregues nas agências bancárias.

– E o mais importante: tenha consciência da necessidade de priorizar sua saúde financeira por meio de um bom planejamento.

 

Consultoria: Waldeli Azevedo – consultora financeira do Finanças Práticas – www.financaspraticas.com.br

 

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