Formas de investir em um imóvel

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Ter a casa própria é o sonho de qualquer pessoa. Mas todo mundo sabe que, para se tornar realidade, é necessário guardar uma boa quantidade de dinheiro ou conseguir um financiamento. Se você quer adquirir seu imóvel mas tem dificuldade em saber qual é a melhor forma de investimento, o diretor comercial do Conglomerado Financeiro Barigüi Aldo Silvano e o especialista em finanças corporativas pela Fundação Getúlio Vargas Carlos Rodnei Felipe dão dicas essenciais para te ajudar nessa empreitada.

Avalie seus gastos

Antes de qualquer coisa, é preciso avaliar como anda a sua vida financeira e organizar seus principais gastos. “O financiamento de um imóvel é sempre uma dívida de longo prazo. É necessário ser organizado porque, com certeza, a instituição irá analisar e verificar sua capacidade de pagamento, comprometimento de renda, etc.”, afirma Aldo.

Foto: Thinkstock/Getty Images

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Poupe desde já

Carlos Rodnei reafirma a necessidade de uma boa poupança: “O primeiro passo para adquirir a casa própria é iniciar uma poupança. Quando digo poupança é no sentido de começar a acumular recursos para entrada e pagamento das despesas relacionadas aos documentos. O segundo passo seria identificar sua real necessidade: tipo de imóvel, localidade desejada, tamanho do imóvel, isto é, quantidade de dormitórios, banheiros, garagem. E o terceiro passo seria buscar adequar sua necessidade e desejos ao seu orçamento”.

Imóveis em construção: pagamento financiado

Segundo Rodnei, o comprador pode investir em um imóvel pronto ou na planta, isto é, antes de iniciar a obra. “Nesse caso, seu gasto será menor, porém deve-se levar em conta que não terá o imóvel de imediato e que existe um risco da não entrega do imóvel por parte da construtora. Quando o empreendimento já possui um contrato de garantia de financiamento junto a uma Instituição Financeira, esse risco é minimizado, pois a mesma acompanha o histórico da construtora e o cronograma físico financeiro”, revela o profissional.

Disciplina financeira: pagamento à vista

O método mais habitual de adquirir a casa própria é o financiamento, mas existe também a possibilidade de comprar o imóvel à vista, afirma Silvano. “Sim é isso mesmo! Digamos que você paga X de aluguel e invista uma quantia (a diferença que gastaria com o financiamento) em um fundo com boa rentabilidade. Pode-se facilmente levantar o capital para a compra em menos tempo do que um financiamento. Porém, nunca é demais lembrar que esse procedimento é viável apenas para quem é muito disciplinado financeiramente”, completa.

Como usar o FGTS para comprar um imóvel?

Os especialistas apontam que o comprador pode utilizar o FGTS como parte do pagamento ou até integral se essa for a sua primeira compra de um imóvel. Caso vá adquirir um imóvel usado, o mesmo não pode ter sido financiado com recursos do FGTS dentro dos últimos três anos. O imóvel precisa ainda estar com a documentação regular, destinar-se à moradia do próprio tomador de crédito, ser urbano e residencial.

Eles ainda ensinam que todo trabalhador que possui FGTS pode adquirir um imóvel utilizando seus recursos acumulados, desde que sejam cumpridas algumas regras, como:

– O trabalhador seja contratado em regime de CLT;

– Tenha vínculo com FGTS há pelo menos três anos;

– Seja o único imóvel do comprador naquele município;

– Não possua outro financiamento imobiliário;

– Não tenha feito uso do FGTS para aquisição de outro imóvel nos últimos 2 anos;

Foto: Thinkstock/Getty Images

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Parcelamento da entrada

Quando a opção é utilizar um financiamento bancário para aquisição do imóvel, é necessário que o comprador disponha de recursos para um pagamento inicial, chamado de entrada. “Quanto maior for a sua entrada, maior é o seu poder de negociação”, afirma Silvano. Ou seja, quanto mais dinheiro guardado, melhor! No entanto, se não foi possível guardar a quantia necessária, também existe a alternativa de parcelar o valor da entrada.

“O valor da entrada possui variação de Instituição para Instituição e também está relacionado com a capacidade financeira do comprador. No mínimo, as Instituições pedem 10% do valor do imóvel como entrada e mais 6% de reserva para gastos com documentos. Algumas Instituições possuem a opção de incluir no financiamento os gastos com documentos”, explica Rodnei. “Uma das melhores alternativas é o uso do FGTS para imóveis de até R$500 mil”, complementa Silvano.

O que vale mais a pena: Construir ou comprar pronto?

Para responder a essa questão, o primeiro é preciso analisar qual é o seu objetivo. “Uma construção leva tempo e quase sempre existem imprevistos quando se faz por conta própria”, diz Silvano. Segundo ele, a melhor opção é comparar os custos para compra de um imóvel pronto, contratação de uma construtora para execução da obra ou procurar a contratação dos profissionais por conta própria, o que irá exigir tempo para acompanhamento da obra e preparação para maiores imprevistos.

Rodnei afirma que a a construção será viável desde que a opção do comprador seja para uma casa e não um apartamento. Depois, ele poderá pensar em construir ao invés de comprar o imóvel pronto. “Financeiramente, o custo do metro quadrado para construção é menor do que o metro quadrado do imóvel pronto, portanto, é interessante mandar construir, tendo ainda a possibilidade de adequar o imóvel a seus desejos. Porém, você terá que saber administrar a obra e aguardar o período de construção. Para compra ou para construção você pode optar por utilizar financiamento bancário”, finaliza.

 

Consultoria

Aldo Silvano, diretor comercial do Conglomerado Financeiro Barigüi. O Conglomerado Financeiro Barigüi foi fundado em 1995 e pertence ao Grupo Barigüi. Foi criado inicialmente para dar suporte de crédito a 47 unidades de negócio do Grupo. Atualmente, o Conglomerado Financeiro Barigüi funciona sob a marca Barigüi Crédito Inteligente e é formado pela Barigüi Financeira e pela Barigüi Companhia Hipotecária, atuando com Crédito Imobiliário, Crédito Consignado, CDC lojista e Investimentos.

Carlos Rodnei Felipe é especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas e Engenheiro pelo Instituto Politécnico de Ribeirão Preto. Experiência profissional de 30 anos no mercado financeiro, tendo atuado nos bancos Banespa, Santander, Bankboston e Itaú-Unibanco. Também exerceu atividade no segmento pessoa jurídica Middle e em cargos de gerência no ambiente empresarial. É professor universitário de graduação e MBA da ESAMC Santos.

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