Como diferenciar a ação demoníaca de uma doença

Nem sempre um comportamento estranho trata-se de uma possessão demoníaca

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Foto: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/10/2016 às 15:37
Atualizado às 18:36

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Para cada doença existem comportamentos e atitudes específicas, às vezes, diferentes ou bem semelhantes uns dos outros, de acordo com a psicóloga e hipnoterapeuta Nara Matos. Por isso, ao analisar um caso com sintomas semelhantes ao que é popularmente conhecido como possessão demoníaca (tremedeiras, enrolar a língua, entre outros), é preciso ter cautela. “Essa separação é muito tênue, pois um é crença, espiritualidade, e outro é sintoma estrutural que pode ser até uma causa neuronal ou psicológica apenas”, afirma Matos.

demoníaca

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Parece, mas não é

As convulsões são sintomas popularmente confundidos com frequência como casos de possessão demoníaca. A neuropsicóloga Renata Alves Paes explica que o distúrbio acontece por conta de descargas excessivas dos neurônios cerebrais. “Já a epilepsia, um grupo de distúrbios caracterizados por convulsões recorrentes, é uma causa comum de perda episódica da consciência”, elucida.

Geralmente, os pacientes apresentam momentos de rigidez tônica, seguidas de um relaxamento das extremidades. De acordo com a neuropsicóloga, “após o surto, ocorre um período de confusão, desorientação ou agitação que dura alguns minutos”. As crises podem resultar de disfunções do sistema nervoso central.

Causas

Ainda segundo a especialista, as causas são as mais variadas, como febres altas na infância, epilepsia, trauma craniano, acidente vascular cerebral, lesões tumorais, meningite, distúrbios como hipoglicemia e até a superdosagem ou abstinência de drogas. Muitas pessoas também são sensíveis à iluminação, como luzes utilizadas em boates.

Há ainda os indivíduos que apresentam transtornos psiquiátricos e de personalidade, que, durante crises, podem realizar movimentos anormais e perdem a consciência, além de possivelmente gritarem e utilizarem expressões obscenas.

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Consultoria: Nara Matos, psicóloga clínica e hipnoterapeuta; Renata Alves Paes, psicóloga cognitivo-comportamental com mestrado e doutorado em neurociências.

Texto: Érica Aguiar – Edição: Natália Negretti