Gravidez: confira práticas que melhoram a imunidade durante a gestação

Dieta balanceada e atividades físicas podem fazer uma grande diferença na saúde da grávida

Confira práticas que melhoram a imunidade durante a gravidez
Confira práticas que melhoram a imunidade durante a gravidez - Shutterstock

por Beatryz Gaia
Publicado em 09/08/2021 às 15:00
Atualizado às 15:00

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Não é novidade para ninguém que durante a gravidez o organismo da mãe passa por inúmeras alterações, desde preparar-se física e emocionalmente para carregar o feto, até a hora do parto e da amamentação. Porém, pouco se discute sobre a imunidade, uma das principais alterações que ocorrem no corpo da mulher na gestação.

Nesse período tão delicado, é preciso ficar de olho na imunidade, visto que ela costuma ser naturalmente mais baixa, favorecendo, assim, o surgimento de doenças. Segundo Rodrigo Rosa, ginecologista obstetra, "o sistema imunológico da mulher grávida trabalha de forma menos agressiva para evitar que o organismo reconheça o feto como um corpo estranho e o rejeite, tornando-se assim menos eficiente no combate a agentes patógenos e, consequentemente, mais vulnerável a sofrer com infecções e complicações que podem colocar a saúde da mãe e do bebê em risco", explica.

Dessa forma, para garantir uma gestação livre de complicações, é fundamental que tentantes (mulheres que estão tentando a gravidez) e gestantes adotem cuidados reforçados que atuem no fortalecimento do sistema imunológico, responsável por promover a defesa natural do corpo.

Sendo assim, para uma gravidez segura e saudável, confira 4 dicas para melhorar a imunidade durante a gestação:

Adotar uma dieta saudável

Aquele famoso ditado nunca foi tão verdadeiro: você é o que você come. Como de praxe, uma das maneiras mais eficazes de fortalecer a imunidade é através de uma alimentação saudável e balanceada.

De acordo com Marcella Garcez, médica nutróloga, é preciso ter muito foco nos alimentos ingeridos diariamente. “A alimentação, possui um papel fundamental na manutenção e fortalecimento do organismo, pois é responsável por fornecer nutrientes essenciais para as funções orgânicas, inclusive as imunológicas”, explica.

Por isso, quem está planejando uma gravidez deve apostar no consumo diário de alimentos ricos em nutrientes como o betacaroteno, que está presente em damasco, cenoura, abóbora, mamão, manga e batata-doce. Essas comidas são convertidas em Vitamina A pelo organismo, substância que desempenha um papel essencial no fortalecimento do sistema imunológico, e conseguem atuar no controle da expressão gênica e na diminuição dos danos ao DNA.

De acordo com Garcez, a Vitamina C, encontrada principalmente nas frutas cítricas, também possui importante função no sistema imune, reparando e regenerando os tecidos, protegendo contra doenças cardíacas, auxiliando na absorção de ferro e na diminuição do colesterol total e triglicerídeos.

Além da Vitamina C, a Vitamina B6 também é importante para a manutenção do sistema imunológico e participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado. Pode ser encontrada na batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes e nozes. 

Segundo a especialista, além das vitaminas, o consumo de água e alimentos ricos em probióticos, como iogurtes e queijos, também é essencial para um bom funcionamento do sistema imunológico. “É sempre bom lembrar que esses e outros compostos bioativos, que também impactam o sistema imune, não devem ser tomados de forma isolada sem recomendação médica", explica. "Em quantidades desnecessárias ou excessivas, os nutrientes isolados podem trazer mais malefícios que benefícios. Portanto, a melhor maneira de consumi-los por conta própria é na forma de alimentos. O uso de suplementos alimentares deve ser orientado por profissional capacitado”, alerta a nutróloga.

Prática de exercícios físicos

Você sabia que exercícios auxiliam na redução do estresse, o que faz com que todo o organismo atue de forma mais harmoniosa e colabore para o bom funcionamento do sistema imune? Além de uma dieta balanceada, é fundamental que a gestante realize exercícios físicos regularmente para melhorar a imunidade. “Isso porque a prática de atividade física promove um estímulo da produção dos linfócitos, células de defesa do organismo que atuam no combate a vírus, bactérias e outros agentes patógenos que podem causar doenças”, afirma Rosa.

De acordo com o ginecologista, ainda que seja importante a realização diária de atividade física na gravidez, é necessário que o hábito seja orientado pelo obstetra e os exercícios sejam leves, sempre respeitando as limitações da mãe. "As melhores opções de atividade física para mulheres grávidas incluem caminhada, hidroginástica, natação, bicicleta e ioga", clarifica o especialista.

Porém, caso a mulher se sinta mal durante as atividades, segundo Rosa, o médico deve ser consultado imediatamente para ver se a prática pode ser continuada.

Atividades para aliviar o estresse e ansiedade

É importante apostar ainda em outros cuidados que auxiliem no gerenciamento do estresse, como a meditação e a leitura, já que, além de prejudicar o bebê, a ansiedade também pode afetar a imunidade, visto que o cortisol, hormônio liberado durante momentos estressantes, atua na inibição do sistema de defesa do organismo.

E claro, evitar bebidas alcoólicas e cigarros

O obstetra alerta que, como de praxe, a mulher grávida também não deve fumar ou consumir bebidas alcoólicas, pois, fora os riscos que representam à saúde do feto e da gestante, essas substâncias também inibem a resposta imunológica do organismo.

Caso a grávida sinta que sua imunidade está mais baixa do que deveria ou apresente os sintomas de alguma doença durante a gravidez, o mais importante é consultar o médico especializado, pois apenas ele poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Fontes: Rodrigo Rosa, médico ginecologista e obstetra especialista em Reprodução Humana e graduado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM); Marcella Garcez, médica Nutróloga, Mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR, Diretora da Associação Brasileira de Nutrologia e Docente do Curso Nacional de Nutrologia da ABRAN.

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