Saiba qual o tipo de arritmia cardíaca que pode provocar um AVC

Algumas doenças cardiovasculares como a fibrilação atrial aumentam os riscos de derrame. Veja por que essa arritmia cardíaca pode causar AVC!

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Seguir uma alimentação equilibrada e praticar exercícios é a melhor maneira de prevenir as doenças cardiovasculares. FOTO: Pixabay.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 27/07/2017 às 09:00
Atualizado às 09:00

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Quando estamos em repouso, o nosso coração costuma bater entre 60 e 100 vezes por minuto. Ao praticar exercícios ou passar por um momento de apreensão, por exemplo, é comum sentirmos que nossos batimentos cardíacos aumentam. Porém, quando o ritmo dos batimentos está acelerado sem um motivo aparente, ou batendo fora de ritmo, diz-se que aconteceu uma arritmia cardíaca. Elas são relativamente comuns, podendo se manifestar de várias maneiras, com causas e consequências diferentes, e dentre os tipos menos conhecidos está a fibrilação atrial (FA). Conheça mais sobre o problema e por que essa arritmia cardíaca pode causar AVC!

O que é?

Trata-se de uma doença que provoca desorganização na atividade dos átrios do coração, fazendo com eles “fibrilem”, ou seja, se contraiam de forma desordenada, prejudicando o bombeamento de sangue para o corpo e podendo formar coágulos nas artérias. Esses coágulos podem se deslocar do coração até os rins, pernas, e, até mesmo, ao cérebro, causando o acidente vascular cerebral (AVC). No paciente com fibrilação atrial, o sangue bombeado de forma irregular tem seu fluxo modificado ao sair do coração, aumentando o risco de formação dos pequenos coágulos. O professor de cardiologia da St. George´s University of London, A John Camm, explica em seu livro que as chances de um AVC são 5 vezes maiores em quem sofre com a fibrilação atrial.

Principais sintomas

Para algumas pessoas, a fibrilação atrial não apresenta sintomas, mas nas demais, os principais são palpitações, uma sensação de que o coração está disparando e um forte mal-estar, além de tonturas e cansaço. Esses sintomas costumam se manifestar em sua forma aguda, o que faz com que seu diagnóstico seja feito em emergência. O cardiologista José Francisco Kerr Saraiva afirma: “Pacientes de fibrilação atrial costumam chegar aos hospitais e postos de saúde assustados, com batimentos cardíacos rápidos e uma sensação de que o coração vai sair pela boca. Geralmente é nessa situação que fazemos o diagnóstico, através de exames de pulso e eletrocardiogramas”.

Quais são as causas?

A doença é causada principalmente por outros problemas cardíacos já existentes no paciente, sendo a hipertensão arterial (também conhecida como pressão alta) a principal causa. Isso acontece porque o coração tende a trabalhar mais e fazer mais esforço para o sangue circular quando a pressão nas artérias está elevada. Por ter como principais causas outras doenças cardiovasculares, prevalentes entre a população de maior idade, a fibrilação atrial é mais comum entre idosos, especialmente os que têm mais de 70 anos, e uma série de hábitos representam fatores de risco para o seu surgimento. De acordo com o José Saraiva, “Pessoas que já tiveram infarto, fumantes, pessoas que consomem álcool e café em excesso e que têm doenças da tireoide são mais propensas a desenvolver fibrilação atrial, sobretudo quando são idosas. Enquanto estima-se que apenas 2% da população adulta apresente a doença, entre idosos este índice sobe para 8%”.

Os tratamentos normalmente são realizados com medicação e acompanhamento de especialistas. FOTO: Pixabay.com

Como prevenir?

Outros hábitos, no entanto, representam fatores de prevenção para a doença. Praticar exercícios regulares, por exemplo, leva a perda de peso e redução da pressão arterial, o que ajuda a prevenir a fibrilação atrial e outras doenças cardiovasculares.

Principais tratamentos

Para os que já têm a doença, o tratamento é feito de duas maneiras: de um lado, o controle dos batimentos ou do ritmo cardíaco, e, do outro, a prevenção da formação de coágulos. Essa prevenção é feita a partir de medicamentos anticoagulantes, que impedem a formação de trombos e diminuem as chances de ocorrência de AVCs, cujo risco associado à FA aumenta conforme outras doenças se somam ao quadro do paciente. De acordo com o cardiologista, “Se um paciente de fibrilação atrial em idade avançada também apresentar doenças como diabetes, hipertensão arterial ou coração dilatado, o risco de formar coágulos que levem a um AVC aumenta. É importante lembrar que os acidentes vasculares cerebrais decorrentes de coágulos deslocados do coração para o cérebro são muito graves, podendo levar o individuo à morte em 70% das vezes ao longo dos anos seguintes. No entanto, temos hoje, opções de tratamento com anticoagulantes que deixam o sangue menos coagulado e ajudam pacientes com fibrilação atrial a viver bem e ter maior segurança.”

Texto: Redação Alto Astral | Consultoria: José Francisco Kerr Saraiva, Pesquisador e Professor Titular de Cardiologia da PUC Campinas | Fonte: Camm AJ., et al . 2012 focused update of the ESC Guidelines for the management of atrial fibrillation. Eur Heart J. 2012;33(21):2719–47.

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