Serial killers: entenda os termos modus operandi e assinatura

O trabalho dos serial killers é baseado em métodos. Entenda o que são modus operandi e assinatura, características fundamentais do seu modo de agir

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 24/10/2016 às 17:43
Atualizado às 18:49

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Quando falamos sobre serial killers, além do pânico que essas duas palavrinhas naturalmente despertam, outros termos aparecem para explicar sua forma de agir. A seguir, entenda no que consistem os termos modus operandi e assinatura.

Serial killers: entenda os termos modus operandi e assinatura

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Serial killers, modus operandi e assinatura

“O modus operandi é o modo pelo qual o serial killer traça a escolha das vítimas e comete o assassinato”, explica Fábio.  “Por exemplo, o Maníaco do Parque. Ele dizia que era um fotógrafo de uma revista conhecida e convidava jovens para tirar fotos em um ambiente com árvores, matagais e afins. Lá, as estuprava e matava: esse era o seu modus operandi”, aponta. Trata-se do comportamento do assassino na hora do crime, mas é maleável, podendo mudar ou sofrer adaptações.

Já a assinatura é uma característica típica dos assassinos seriais, que ilustra a necessidade que essas pessoas possuem de cometer o tipo de crime que praticam. É uma expressão pessoal baseada nas fantasias do criminoso. Um serial killer que recolhe o dedo polegar de todas as suas vítimas, por exemplo, ilustra um caso de assinatura: ele não se satisfaz apenas assassinando a vítima, ele precisa de mais essa atitude para se realizar completamente.

Ao contrário do modus operandi, a assinatura nunca muda – no máximo, pode deixar de ser feita em uma ou outra situação por motivos de interrupção inesperada, ou reação da pessoa dominada. “Ela consiste na conclusão da sua obra”, relata o psicólogo Alexandre Bez. “Pelo menos, é assim que eles a enxergam. Representa a satisfação do termino do trabalho”, diz.

Já em relação à escolha das vítimas, ela costuma ser aleatória – desde que se encaixe no perfil que o assassino em série tem como alvo. E ela corresponde a um simples objeto: assim que usa e abusa dela para obter sua gratificação ou seu prazer, o serial killer a descarta, em muitos casos assassinando com requintes de crueldade.


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Consultorias: Alexandre Bez, psicólogo e escritor especialista em relacionamentos e ansiedade; Fábio Roesler, psicólogo e neuropsicólogo com especialização em neurofeedback; livro Serial Killer – louco ou cruel? (Ilana Casoy, WVC Editora, 2ª edição); site Ilana Casoy (serialkiller.com.br).