Entenda o que mudou depois da queda do boeing da Gol, há 10 anos

No dia 29 de setembro de 2006, um choque com um jato Legacy da Embraer derrubou o Boeing 737-800 da Gol. Descubra o que mudou na aviação depois de 10 anos

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O choque entre o voo 1907 da Gol e o jato Legacy, que causou a morte de todas as 154 pessoas a bordo do boeing, completa hoje 10 anos. FOTO: Divulgação/Força Aérea Brasileira

por Redação Alto Astral
Publicado em 28/09/2016 às 17:52
Atualizado às 18:35

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No dia 26 de setembro de 2006, o choque ocorrido entre o Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy 600 da Embraer derrubou a primeira aeronave, causando a morte de todos os seus 154 passageiros, incluindo a tripulação. Tal acidente expôs diversas falhas na aviação brasileira e obrigou os órgãos responsáveis a adotarem mudanças no que diz respeito à segurança dos voos. Entenda o que efetivamente mudou em nosso sistema aéreo, depois de 10 anos da tragédia.

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O choque entre o voo 1907 da Gol e o jato Legacy, que causou a morte de todas as 154 pessoas a bordo do boeing, completa hoje 10 anos. FOTO: Divulgação/Força Aérea Brasileira

Mudanças

Após o desastre da Gol, que ficou conhecido como o terceiro pior da aviação brasileira, algumas medidas que visavam melhorar a segurança do tráfego aéreo foram implementadas pela Aeronáutica, como a disponibilização de cursos de inglês para os controladores que atuam diretamente com voos internacionais; a inclusão de alerta sonoro e visual nos radares dos centros de controle de tráfego em caso de desligamento do transponder – aparelho que reponde automaticamente aos sinais de radiofrequência emitidos através de radares para identificação de aeronaves que estejam se aproximando – de algum avião; e a realização de testes para implantar, até 2020, um sistema de comunicação entre controle e aeronaves por meio de dados, ao contrário do que é utilizado atualmente, que é através de voz.

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Depois do acidente envolvendo o boeing da Gol e o jato Legacy, diversas modificações no sistema aéreo brasileiro foram instituídas, a fim de aperfeiçoar a segurança dos voos. FOTO: Reprodução/Shutterstock Images

Justiça

Em maio de 2007, quatro controladores de voo e os pilotos americanos Joseph Lepore e Jan Paul Paladino foram denunciados por atentado contra a segurança de transporte aéreo, e no mês seguinte, uma ação penal militar foi instaurada para apurar a responsabilidade de mais um controlador que estava em exercício no dia do acidente. No final de 2008, os pilotos foram absolvidos pela Justiça Federal da acusação de negligência, mas continuaram respondendo por atentado contra a segurança do voo. No começo de 2010, no entanto, a Justiça anulou a absolvição dos pilotos do Legacy e ordenou o reinício do julgamento que, em maio de 2011, condenou apenas um dos controladores a prestação de serviços comunitários e proibição temporária do exercício da profissão e os pilotos a quatro anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto, com pena a ser cumprida nos Estados Unidos. Em 2012, a pena foi alterada mais uma vez, sendo reduzida a três anos, um mês e dez dias, em regime aberto, e com a opção de cumprirem a pena tanto no Brasil quanto em território norte-americano.

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Texto: Da redação