Conheça as combinações de risco entre crack e outras substâncias

Para potencializar efeitos ou aumentar o número de sensações, usuários de crack têm combinado a pedra com outras substâncias, uma mistura de risco alto

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FOTO Wikimedia Commons

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/11/2016 às 08:34
Atualizado às 18:45

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Para potencializar efeitos ou aumentar o número de sensações, usuários de crack têm combinado a pedra com outras substâncias, como maconha e ácido bórico. Entretanto, o “barato” que essas misturas causam é proporcional ao risco que isso traz ao organismo da pessoa.

folha coca

Folha de coca, planta de onde é extraída a cocaína e o crack FOTO Wikimedia Commons

Mais efeitos, maior risco

A combinação de crack com maconha é conhecida como “mesclado”. Pequenos fragmentos da pedra são colocados junto a um punhado da erva, seja em forma de cigarro ou no cachimbo. “Geralmente essa mistura é feita para intensificar o efeito da cocaína. O efeito psicoativo é mais intenso também porque ambas, por mecanismos diferentes, promovem um aumento nos níveis de dopamina”, afirma Eliani Spinelli, coordenadora do Laboratório TOXfree e do Grupo de Pesquisa em Toxicologia Analítica da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela explica que o uso do mesclado é perigoso principalmente para o coração. “Por mecanismos diferentes, ambas provocam taquicardia, um efeito que se torna bem mais intenso com a administração simultânea das drogas”.

Os efeitos da associação, no entanto, valem também caso as substâncias sejam consumidas separadamente e de forma contínua, como aponta Wesley Barros, coordenador do curso de Biomedicina do Centro Universitário Celso Lisboa. “A maconha prolonga a duração de efeito do crack, seja administrada simultaneamente, como ‘mesclado’, bem como no uso após o crack, na forma de baseado”, conclui.

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TEXTO Thiago Koguchi CONSULTORIAS Eliani Spinelli, professora associada da Faculdade de Farmácia e Coordenadora do Laboratório TOXfree – Grupo de Pesquisa em Toxicologia Analítica da Universidade Federal Fluminense (UFF); Wesley Barros, coordenador do curso de Biomedicina do Centro Universitário Celso Lisboa.