MUNDO MÍSTICO

O que a Doutrina Espírita diz a respeito do vegetarianismo?

O número de adeptos ao vegetarianismo aumenta a cada dia. Leia e saiba mais sobre o que o Espiritismo diz sobre o assunto.

None
FOTO: PureStock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/07/2016 às 15:42
Atualizado às 11:54

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

Comer carne envolve uma necessidade fisiológica do organismo, mas também implica em sacrifício de criaturas. Ao espírita, soma-se a preocupação de a prática atrasar a escalada evolutiva do espírito, face à materialidade da energia animalizada impregnada no corpo físico derivada da ingestão animal. Entenda mais sobre o que a Doutrina Espírita diz sobre o assunto:

Necessidade fisiológica

Na questão 723 de O livro dos Espíritos, Kardec pergunta aos mentores se a alimentação animal é contrária à lei da natureza, ao que respondem: “Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem padece. A lei de conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização”. Entendamos ampliadamente: segundo os mentores, é necessário que o homem cuide de sua saúde, e maneira global, para que não venha a abortar ou abreviar o seu planejamento reencarnatório. Além disso, os estudos modernos nos propiciam uma gama de conhecimentos sobre as características dos alimentos sendo, dessa forma, possível atender à necessidade fisiológica do organismo sem precisar necessariamente da carne.

Garfo com pedaço de folha de alface

FOTO: PureStock.com

SAIBA MAIS

Como o passe espírita pode ajudar na cura de doenças

A importância de Allan Kardec para o Espiritismo

Como funciona a espiritualidade dos animais?

Responsabilidade

Considerando a lei de amor e caridade ensinada pelo Cristo, obviamente temos uma responsabilidade grande em relação a todos os seres da criação, ampliando a solidariedade àqueles que nos são intelectualmente inferiores. Se o indivíduo torna-se vegetariano, movido por sincera afeição e respeito aos animais, sem dúvida chega ainda mais próximo do amor universal preconizado por Jesus, que nos ensinou o valor da chamada “família humana”. Emmanuel, na obra O Consolador, nos coloca que devemos trabalhar “pelo advento dos tempos novos, em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores”.

Mulher comendo salada e sorrindo

FOTO: ShutterStock.com

Menos animalizada

A literatura espírita diz que a alimentação frugal torna o perispírito menos animalizado, pois a alimentação carnívora traz uma carga de energia animalizada dos despojos ingeridos. Tanto assim que, ante a um tratamento magnético (passe ou cirurgia espiritual), é solicitado ao paciente que se alimente frugalmente durante todo o dia. O perispírito, menos denso, é mais facilmente manipulado pela espiritualidade em favor da cura. Enfim, é indicada uma alimentação menos animalizada? Sim, com benefícios para o próprio ser humano e também para a evolução da relação entre os seres da criação. É condição para a evolução do homem? Não, esta se dá pelos esforços morais que empreende rumo à vitória sobre si mesmo. A busca do equilíbrio e do bom senso deverá ditar a decisão de cada um.

Consultoria: Ângela Moraes, espírita e autora do livro Respostas que a Vida Traz, Ed. Mythos

Design: Aline Barudi