Espiritismo: esclareça suas maiores dúvidas sobre a Doutrina

O Espiritismo cresce cada vez mais no Brasil. Respondemos algumas das perguntas mais frequentes para esclarecer essa Doutrina em todos os seus aspectos!

None
Pessoa, luz em volta

por Redação Alto Astral
Publicado em 19/01/2017 às 08:59
Atualizado às 11:48

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

A Doutrina Espírita se tornou uma das religiões mais populares do mundo. Mesmo assim, ainda existem muitas questões que despertam dúvidas e curiosidades em quem não conhece os preceitos com mais afinco. Portanto, respondemos algumas das perguntas mais frequentes para esclarecer o Espiritismo:

Pessoa, luz em volta

Como surgiu o Espiritismo?

Em maio de 1855, após quase 30 anos dedicados ao ensino das ciências, o pedagogo francês Denizard Rivail – que mais tarde mudaria seu nome para Allan Kardec – recebeu o convite de um amigo para ver uma sessão das mesas rodantes ou girantes, na casa de uma senhora chamada Plainemaison. O fenômeno consistia em um móvel redondo com três pernas em que os participantes invocavam uma força sobrenatural.

Tal manifestação faria a peça se mover, com saltos ou giros, indicando respostas de acordo com alguns códigos definidos. Após ouvir diversos relatos sobre o assunto, Rivail resolveu investigar e descobrir o que causava tais movimentos. Como era membro da Sociedade de Magnetismo de Paris, o pedagogo partiu do pressuposto de que alguma força magnética poderosa era responsável pelos saltos das mesas.

Assim, ao ver com os próprios olhos o fenômeno acontecendo, decidiu estudar a fundo a comunicação com os mortos e as manifestações nesse campo. Em resumo, o professor Rivail empenhou-se na elaboração de um projeto que compreendesse a realidade baseado na fusão dos conhecimentos científicos, filosóficos e morais.

Como funciona o principio da reencarnação?

No livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo“, Allan Kardec afirma que “a reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo”. Apesar de arcaico e debatido por muitos pensadores ao longo da História, o conceito ainda gera polêmica. Para a doutrina kardecista, o espírito que errou não seria condenado a penas eternas como o conceito de inferno e purgatório, mas sim voltaria à vida corpórea para corrigir suas ações.

Ainda segundo o Espiritismo, a quantidade de reencarnações e o tempo que levam para acontecer dependem de dois fatores: a condição evolutiva e as suas necessidades. Isto é, quanto mais evoluído um espírito, mais tempo ele permanecerá no mundo espiritual. Dessa forma, o seu retorno à Terra só ocorreria mediante missões nobres em favor da humanidade.

Por que o espiritismo se popularizou tanto no Brasil?

Muitos fatores explicam a questão – a começar pelo caldeirão cultural brasileiro. Afinal, em um país onde as crenças africanas e indígenas perderam o foco pelo sincretismo do catolicismo dominante, ‘falar com os mortos’ era uma ideia propensa a ser aceita. Dessa maneira, quando o Espiritismo chegou ao solo tupiniquim na segunda metade do século 19, as explicações para casos extraordinários e assustadores foram vistas com bons olhos.

Além disso, a elite do Rio de Janeiro (então capital federal) reverenciava tudo o que vinha da Europa – especialmente de Paris. Com tamanha recepção, tanto entre as camadas mais baixas como entre os cidadãos prestigiados da corte de Dom Pedro II, o próprio Allan Kardec celebrou o sucesso de sua doutrina. Em uma edição de 1864 da Revista Espírita, o pedagogo afirmou “que a ideia espírita faz progressos sensíveis no Rio de Janeiro, onde ela conta com numerosos representantes, fervorosos e devotados”.

Apesar do êxito inicial, é preciso lembrar que boa parte da atual legitimidade do Espiritismo veio com Chico Xavier.Suas obras psicografadas o tornaram um dos médiuns mais emblemáticos de todo o mundo. Não à toa, o papel do Brasil frente aos rumos tomados pela doutrina espírita nas últimas décadas foi notório.

LEIA TAMBÉM

Edição: Rafael Barbosa/Colaborador | Design: Gabriel Andrade/Colaborador

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.