Entenda a pobreza e a riqueza na visão do Espiritismo

Saiba como o Espiritismo explica as diferenças sociais na vida das pessoas. Veja porque as pessoas nascem na pobreza ou na riqueza.

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Foto: iStock

por Redação Alto Astral
Publicado em 10/01/2017 às 10:00
Atualizado às 11:47

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Segundo a Lei da Causa e Efeito do Espiritismo, se no passado desviamos nossa conduta, isso será cobrado futuramente. Às vezes, não entendemos o porquê de tal acontecimento, mas isso pode ser reflexo de um fato ocorrido em vidas passadas. Sendo assim, a riqueza e a pobreza são algumas das maneiras do espírito evoluir, porque desse modo provamos nosso valor moral.

moedas no vaso de plantas

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Riqueza x Pobreza

Na vida terrena, o Criador nos coloca em teste. A situação financeira serve para purgar cada um de maneira diferente. Então, não devemos pensar que Deus privilegia apenas alguns. Pois, se isso fosse verdade, todos os ricos seriam felizes e todos os pobres seriam infelizes. Quando se vive no luxo, certos valores morais são testados, e o mesmo acontece na miséria. Ao contrário de algumas religiões, o Espiritismo não acredita que as pessoas estão fadadas a viver definitivamente na pobreza. No Livro dos Espíritos, Capítulo VIII a Lei do Trabalho e do Progresso explica a importância de superar o comodismo e vencer os obstáculos, o que pode ajudar a deixar o carma da miséria por meio de seu esforço.

A FORTUNA

Acreditar que nascer no luxo é um enorme privilégio é apenas uma ilusão da vida terrena. O dinheiro não pode comprar a felicidade e a paz espiritual. A fortuna ainda pode nos induzir a cometer excessos. Na questão 816 do Livro dos Espíritos indaga-se: “Se o rico sofre mais tentações, não dispõe também, de maiores meios para fazer o bem?” Os mentores respondem: “É justamente o que sempre não faz. Ele se torna egoísta, orgulhoso e insaciável. Suas necessidades aumentam com sua fortuna, e crê não haver jamais o bastante só para ele. A posição elevada neste mundo e a autoridade sobre seus semelhantes são provas tão grandes e tão difíceis quanto a miséria, porque, quanto mais se é rico e poderoso, mais se tem obrigações a cumprir e maiores são os meios para se fazer o bem e o mal. Deus experimenta o pobre pela resignação, e o rico pelo uso que faz dos seus bens e do seu poder. A riqueza e o poder fazem nascer as paixões que nos ligam à matéria e nos afastam da perfeição espiritual. Por isso, Jesus disse ‘Eu vos digo, em verdade, é mais fácil a um camelo passar pelo buraco de uma agulha que a um rico entrar no Reino dos Céus’”. Pela resposta nós percebemos como a riqueza pode nos levar ao apego de bens materiais, nos afastando do crescimento espiritual.

Na época de Jesus, ele percebeu como as pessoas eram apegadas a riqueza e como isso dificultou o acesso ao Reino dos Céus. Apesar disso, não devemos pensar que as portas do Céu estão fechadas para os ricos. É possível vencer a provação da riqueza, mas para que isso aconteça, é necessário superar as limitações e o materialismo. A generosidade deve ser praticada, ou seja, deve-se utilizar os bens para ajudar na evolução de outras pessoas. Pois, ao final da existência, será pedido uma prestação de contas a respeito do uso da riqueza em favor do próximo.

A MISÉRIA

Ao mesmo tempo que a riqueza induz as pessoas ao exagero, a pobreza desafia a fé. No Livro dos Espíritos, questão 815, Kardec questiona: “Qual das duas provas é a mais terrível para o homem, a da infelicidade ou a da fortuna?” E os mentores respondem: “Tanto uma quanto a outra são. A miséria provoca a lamentação contra a Providência, e a riqueza leva a todos os excessos”. A lamentação, citada pelos mentores, é a revolta de algumas pessoas contra Deus. No momento de necessidade, há quem acredite que “a grama do vizinho é sempre a mais verde”, pois o lar dele é abastado, enquanto o seu próprio é privado do mínimo necessário. Na questão 814, do Livro dos Espíritos, os sábios espirituais têm a resposta para essa lamentação: “Por que Deus deu a uns as riquezas e o poder, e a outros a miséria? Para provar, cada um, de maneira diferente. Aliás, sabeis que os próprios espíritos escolheram essa prova e, frequentemente, nela sucumbem”. A cada passagem pela Terra, o espírito aprende coisas novas que vão ajudar em sua evolução. Sendo assim, se alguém nasce na pobreza, é porque escolheu essa situação antes de encarnar para que aprenda a resistir às tentações do dinheiro fácil e saiba o valor do trabalho árduo.

INVERSÃO DE PAPÉIS

A lógica da reencarnação é aprender e evoluir. Independente da posição social, o que vale para Deus é o esforço de cada pessoa diante da provação imposta. Então, se na vida passada a pessoa não soube lidar com o dinheiro, é provável que a espiritualidade inverta os papéis sociais, para que o espírito entenda e valorize as oportunidades que lhe são concedidas.

Fonte: www.redeamigoespirita.com.br

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Texto: Letícia Aguiar | Edição: Ariane Frassato/Colaboradora | Design: Aline Barudi 

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