Desanimada e triste no trabalho? Veja a solução para melhorar seu rendimento

Reflexão, ajuda profissional e sinceridade com a liderança podem ajudar a melhorar seu dia a dia no trabalho e mandar a tristeza embora.

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por Redação Alto Astral
Publicado em 15/06/2016 às 15:17
Atualizado às 08:55

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Todo dia você acorda triste porque precisa ir trabalhar. Quando chega ao emprego, sente desânimo, frustração, mas se sente presa porque sabe que precisa do salário no fim do mês. E agora? Como driblar essas sensações ruins e melhorar a qualidade de vida no trabalho? Conversamos com profissionais que ajudam a esclarecer melhor esses pontos e podem te ajudar a superar essa crise.

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Sem ânimo de trabalhar

Se você não tem vontade nenhuma de trabalhar, a resposta pode ser uma auto-avaliação. Segundo a Master Coach da Effecta Coaching, Janaina Manfredini, é preciso determinar-se a mudar.

“Vale avaliar o que a está desmotivando. O trabalho não faz mais sentido? Nunca fez? O que mudou de quando era motivado para agora? Ou nunca foi? O que mudou pode ser melhorado por você? Se sim, como? É preciso determinar-se a mudar. Se não, por quem poderia ser mudado? É possível? É viável? Depois dessa reflexão e diante de uma alta desmotivação, é importante que a pessoa abra espaço para conversar com seu Líder e expor sua situação, as reflexões feitas e as conclusões tiradas”, explica.

Já a coaching Fernanda Lobo ressalta que, geralmente uma pessoa entra em estado de estresse e/ou desmotivação por falta de poder e de controle da própria vida. “Isso acontece pelas expectativas criadas em relação ao evento. A expectativa só é saudável e positiva se for uma expectativa real. Quando expectativas irreais são criadas, há frustração e desmotivação.  Sendo assim, o primeiro passo é se questionar: será que minha expectativa é irreal? Se a resposta for sim, já é um bom começo para você reavaliar qual a expectativa foi colocada em determinado evento. Há um ditado que afirma que para ser infeliz bastam duas coisas: expectativas irreais e arrumar alguém para falar mal. É preciso ser mais realista“, aponta.

Até que ponto vale ser sincero com a liderança?

Muitas pessoas sofrem em silêncio por medo de uma má reação do chefe ou liderança em relação a seus sentimentos no trabalho. “No mundo corporativo, a palavra percepção é melhor entendida do que a palavra emoção (sentimento). Caso a pessoa opte por falar com o chefe, é importante que seja sincera e que diga como percebe a sua atuação frente a determinado projeto. Isso quer dizer que ela deve se basear em fatos e dados reais sobre a sua performance e não sobre suas emoções“, revela Fernanda Lobo.

É importante pensar em soluções e sugestões de melhoria. “O Líder, por sua vez, deve cultivar um ambiente onde esse canal para feedback esteja aberto. Eu diria que não há o que não deva ser dito, desde que tenha sido avaliado se é verdade, se contribui e se é relevante para o momento. O cuidado a se ter é de como falar, para não parecer acusações e então haver mal entendido. É muito melhor conversar com o líder do que conversar com colegas e correr o risco de causar conflitos internos desnecessário”, afirma a coach Janaina Manfredini.

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Tristeza ou depressão?

De acordo com a psiquiatra Dra. Maria Cristina De Stefano, a tristeza é uma das emoções básicas que toda pessoa vai sentir durante a vida, é passageira e tem nexo causal bem definido, como uma perda significante – a perda de um amigo, o luto e os diversos eventos de dor.

“Já a depressão é um dos transtornos de humor e pode ser classificada como leve, moderada ou grave, dependendo das características e dos sintomas presentes durante o episódio depressivo. Podem ser mais ou menos intensos ao se manifestarem. A depressão é a doença mental de maior incidência no mundo“, pontua. A identificação da depressão pode ser feita por um médico durante uma consulta clínica.

Síndrome de Burnout

Você já ouviu falar na síndrome de Burnout? De acordo com a psiquiatra, é definida como “um grande desgaste físico e emocional causado pelo ato de trabalhar”, em geral até a exaustão, por consequência do estresse ocupacional crônico e é reconhecida, identificada ou diagnosticada clinicamente por três sinais e sintomas típicos: a exaustão emocional, a despersonalização e pela redução da realização profissional.

“A síndrome também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional ou por Síndrome do Cuidador, ocorrendo principalmente em pessoas que trabalham demais e dedicam menos tempo ao lazer e ao descanso, convivendo em condições estressantes no trabalho diariamente e por períodos prolongados”, revela. Se esse é o seu caso, é o momento de repensar as prioridades e tentar melhorar sua qualidade de vida.

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Procurar ajuda profissional é uma solução

Segundo a coach Fernanda Lobo, estudos mostram que pessoas com QA (quociente de adversidade) – capacidade de lidar com pressão e eventos desafiadores – mais alto têm rendas maiores. O QA de executivos de maior performance é 17 pontos mais alto que o dos seus pares, além disso, executivos promovidos várias vezes tem QA maior. O treinamento de coaching pode aumentar o QA de uma pessoa em média 20%.

“Atualmente, um profissional passa, em média, por 23 adversidades por dia (trânsito, economia, empresa, família, entre outras), mas nem sempre está preparado para lidar com as situações. A busca por ajuda é uma excelente solução, assim o profissional vai parar de se culpar, reclamar, lamuriar, evitar responsabilidade, ter aversão ao risco, apresentar resistência à mudança, vitimização, sensação coletiva de impotência e estagnação”, completa.

A principal dica da profissional é que quanto menos tempo se perde com drama, mais tempo se tem para desenhar planos de ação que motivem e levem rumo ao sucesso. “Lembrando sempre que o estresse faz parte do estar vivo, por isso, o profissional deve aprender a lidar com essa vulnerabilidade para ter mais capacidade de resolver problemas cada vez maiores”, conta.

Dicas práticas

Anote as dicas da coach Janaina Manfredini e saiba como lidar com as adversidades no ambiente profissional:

1. Seja transparente com seus colegas, líderes e liderados. Cultive o ambiente do diálogo aberto pautado no respeito.

2. Entenda que nem todo mundo é igual. Conviva e aprenda com a diversidade.

3. Separe o profissional do pessoal. Evite conflitos desnecessários.

4. Tenha equilíbrio entre sua vida pessoal e profissional.

5. Antes de qualquer conversa tenha em mente o que você realmente deseja com ela.

6. Ao se incomodar com alguma coisa, pergunte-se: que diferença isso fará na minha vida em 10 dias? Se a resposta for nenhuma, pare de dar valor ao que não tem valor.

7. Dê importância a quem realmente tem importância.

8. Lembre-se a motivaçãoéinterna. Não terceirize!

9. Ame-se verdadeiramente, você dará menos a valor a algumas coisas.

Consultoria:

Dra. Maria Cristina De Stefano – É formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Foi médica sanitarista e professora de Saúde Pública na Faculdade de Medicina de Jundiaí. Desde 1996, atua como médica psiquiatra. 

Fernanda Lobo – fonoaudióloga e coaching, com 14 anos de experiência em treinamento e desenvolvimento de pessoas nas áreas de educação corporativa e desenvolvimento organizacional.

Janaina Manfredini – Master Coach da Effecta Coaching

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