ESTILO DE VIDA

Depressão: o mal do século

A depressão, que já foi encarada apenas como uma frescura, hoje é colocada no topo das doenças mais limitantes do mundo e afeta 350 milhões de pessoas.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 03/08/2016 às 19:05
Atualizado às 21:02

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Conhecida por muitos como “o mal do século 21”, a depressão já é considerada a doença mais incapacitante do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo dados da própria OMS, mais de 5% da população mundial sofre com o problema – são aproximadamente 350 milhões de pessoas depressivas, das quais mais de 17 milhões são brasileiras.

É doença, sim

A depressão é uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente, que pode ocorrer em qualquer fase da vida. Ela pode ser causada por diversos fatores externos, como situações estressantes e circunstâncias sociais e econômicas adversas. Além disso a depressão pode ter ligação com outros problemas clínicos, como a demência, a esquizofrenia e o alcoolismo.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

Encarada popularmente ainda com muito preconceito e, por vezes, vista como uma frescura ou uma fase fácil de se superar, a doença é considerada complexa por especialistas e necessita de um acompanhamento médico frequente. Sintomas como falta de motivação, de energia e de prazer em realizar atividades costumam anteceder o fenômeno mais típico da depressão, que é a profunda tristeza.

“O indivíduo começa a se sentir cansado, se refugiando cada vez mais em sua cama. Inúmeras vezes falta ao trabalho e deixa de cuidar da casa. Quando consegue ir ao trabalho, a falta de atenção e concentração prejudica seu rendimento laboral”, constata a neurologista Vanessa Muller.

Apesar de os sintomas se manifestarem de formas diferentes em cada paciente, o isolamento social é perceptível em quase todos os casos. “Há prejuízo nas relações familiares. A pessoa se isola cada vez mais e se torna indiferente aos acontecimentos. Sente-se culpada por deixar de cumprir as tarefas, mas a sensação é de que falta energia”, aponta Muller.

Depressão e ansiedade

Além do distanciamento e da queda da disposição, a doença pode afetar também o apetite, causar distúrbios do sono e alterar capacidades cognitivas e psicomotoras. “Detectamos que, antes da instalação deste quadro, o paciente passa por uma fase de ansiedade interna”, afirma a psicóloga Márcia Mathias.

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Texto: Augusto Biason/Colaborador – Entrevistas: Ricardo Piccinato

Consultorias: Márcia Mathias, psicóloga e diretora da Associação Brasileira de Hipnose (ASBH); Vanessa Muller, neurologista e diretora médica da VTM Neurodiagnóstico, no Rio de Janeiro (RJ).