10 mitos e verdades sobre a ansiedade

Ainda há muitas dúvidas sobre o transtorno de ansiedade. Tire aqui suas dúvidas sobre o distúrbio que afeta um terço da população mundial.

None
FOTO: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 25/07/2016 às 19:14
Atualizado às 11:26

COMPARTILHEShare to WhatsappShare to FacebookShare to LinkedinShare to TwitterShare to Pinteres

A ansiedade pode até ser bastante discutida, mas ainda há muitas dúvidas sobre esse distúrbio que atinge milhões de pessoas no mundo todo. Confira o que é verdade e o que é mito em relação a esse transtorno.

A ansiedade nasce com o indivíduo

VERDADE. O sentimento de alerta (e não o transtorno de ansiedade) é algo natural a todo ser humano. “A ansiedade acompanha o indivíduo do berço ao túmulo, sempre que estiver correndo algum risco ou que suas necessidades vitais não estejam sendo satisfeitas corretamente”, destaca Fernandes.

Todo tímido tem transtorno de ansiedade

MITO. Não é porque a pessoa é tímida que ela tem alguma patologia. Quando o tímido é exposto a alguma situação que o deixe desconfortável, ocorre o aumento dos níveis do transtorno, mas isso é algo dentro do padrão normal. Porém, é preciso ficar atento se a timidez provoca prejuízos no convívio social, o que, aí sim, pode indicar um distúrbio.

O transtorno se manifesta somente na vida adulta

MITO. Não existe uma idade específica em que o transtorno se manifesta, podendo afetar pessoas de todas as idades, da infância à velhice. “Estudos estão sendo conduzidos para entender melhor e rever as técnicas mais apropriadas para tratar crianças e adolescentes ou pessoas na terceira idade, por exemplo, entendendo diferenças nos seus sintomas e desenvolvendo diagnósticos e tratamentos mais eficazes específicos para cada fase da vida”, ressalta Passianotto.

mulher ansiedade

FOTO: Shutterstock

Sofrer de ansiedade é frescura

MITO. Este ponto de vista é muito comum por parte de pessoas que desconhecem os transtornos da mente. “As doenças psicológicas ainda são vistas com preconceito, principalmente por aqueles que não as compreendem”, afirma Passianotto.

Quando fora de controle, ao ponto de interferir na qualidade de vida, ela se caracteriza como um distúrbio que requer tratamento. “A ansiedade patológica provoca níveis de prejuízo altíssimos, afetando o dia a dia de quem sofre. Os transtornos de ansiedade estão entre as dez maiores causas de afastamento do trabalho no mundo e são responsáveis pelo aumento no risco de suicídios. São doenças que podem se tornar graves e que precisam ser tratadas”, enfatiza o psicólogo.

O transtorno de ansiedade pode ser hereditário

VERDADE. Ainda que não seja unanimidade, algumas pessoas podem ter herdado o distúrbio de seus familiares. “É o caso da fobia de sangue, em que 70% dos casos parentes em primeiro grau também manifestam o problema. No transtorno de pânico, a genética também tem um papel muito importante”, explica o psiquiatra Tito Paes de Barros Neto.

Fobias e a síndrome do pânico são o mesmo que ansiedade

MITO. Tais distúrbios podem até ter alguma relação, mas são patologias distintas. Um exemplo de diferença é o momento de desenvolvimento: o transtorno de ansiedade pode se desencadear em qualquer fase da vida, já a fobia e as crises de pânico costumam ter épocas mais pontuais. “As fobias, geralmente, surgem na infância ou na adolescência. O transtorno de pânico se manifesta, principalmente, nos adultos jovens. Quadros de início tardio são mais raros”, explica Neto.

Quem tem transtorno de ansiedade é uma pessoa fraca

MITO.Qualquer pessoa está sujeita a desenvolver o quadro. Como os fatores que colaboram para o transtorno são muitos, não é possível classificar somente um perfil de pessoa propícia a ter a patologia.

O transtorno passa sozinho com o tempo

MITO. A ansiedade em excesso é algo sério que precisa de diagnóstico e tratamento o quanto antes. Se negligenciada, pode afetar profundamente a vida do paciente, resultando em outros problemas de saúde, como depressão.

O apoio de amigos e familiares é importante para superar o transtorno

VERDADE. Terapias e o uso de medicamentos, quando necessários, não devem ser deixados de lado. Porém, ter a compreensão das pessoas ao redor é fundamental para dar suporte ao paciente, além de ajudar a evitar situações propícias a crises. No entanto, não se deve fazer com que a pessoa viva em uma “bolha”, alheia a todos os problemas. Quem sofre de ansiedade precisa buscar levar uma vida normal, tentando controlá-la e não fugir dela.

Animais também sofrem de ansiedade

VERDADE. Se pensarmos a ansiedade como um sentimento nato que auxilia na sobrevivência, é possível afirmar que os animais a possuem da mesma forma que os humanos, isto é, como expressão de alarme, sinal de que o corpo corre perigo. “Um cachorro amarrado na porta do supermercado, esperando o dono, sente-se ansioso; um animal caçador tem ansiedade antes de capturar a caça; uma fêmea zelosa teme que seus filhotes se tornem presas de outros animais”, exemplifica o psicólogo Roberto Rosas Fernandes.

Apesar de ainda haver poucos estudos com animais em relação ao transtorno como patologia, já é possível notar comportamentos incomuns, principalmente em animais domésticos, como sintomas de depressão ligados a esse transtorno. “Costumam ocorrer em momentos que precisam se separar dos donos, receber uma visita ou mesmo quando chega a hora do passeio”, afirma o psicólogo Luciano Passianotto.

Veja mais!

Preconceito aumenta em quatro vezes o risco de ansiedade

Yoga controla ansiedade e protege o coração

Consultorias: Luciano Passianotto, psicólogo clínico; Roberto Rosas Fernandes, psicólogo da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA); Tito Paes de Barros Neto, psiquiatra e docente do Programa Ambulatório de Ansiedade (Amban) no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPqHCFMUSP).

Texto e entrevistas: Natália Negretti – Edição: Augusto Biason /Colaborador

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Ao assinar nossa newsletter, você concorda com os termos de uso do site.