Veja a definição dos sonhos segundo Freud e Jung

Freud, o pai da psicanálise, e Jung, o criador da psicologia analítica, foram grandes estudiosos do inconsciente. Veja o que eles falam sobre os sonhos

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FOTO: Shutterstock Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/10/2016 às 13:46
Atualizado às 18:39

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Você já ouviu falar em Freud? Conhecido como o pai da psicanálise, ele tinha uma ideia interessante sobre os sonhos: eles nada mais são do que a manifestação de desejos reprimidos. De um certo ponto, essa teoria faz total sentido. Por exemplo, se você está sonhando que está comendo um lanche enorme e bebendo muita água, provavelmente, na vida real, esteja com fome e sede.

Mas e quando os sonhos não têm nenhuma relação com desejos? Muitas vezes as pessoas sonham que estão caindo de um precipício, o que não quer dizer que existe a vontade de saltar de algum lugar alto. Para Freud, mesmo os sonhos mais estranhos e banais escondiam algum tipo de desejo – bastava interpretá-los.

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Já o médico psiquiatra e psicólogo Carl Gustav Jung acreditava que os sonhos desempenhavam o papel de complementar. “Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas, através da análise da forma e conteúdo dos símbolos oníricos levando em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. E a interpretação só é válida quando são aceitas e sentidas pelo sonhado”, explica a psicóloga Amanda Paiva.

Os sonhos são como uma janela para este inconsciente, podendo as imagens oníricas, aquelas produzidas durante o sono, se comunicarem conosco e transmitirem mensagens. “O modelo de interpretação ‘junguiano’ de sonhos busca não apenas se basear na sua causalidade, mas também na finalidade, se interessando não apenas no ‘por que’, mas também no ‘para que'”, completa Amanda.

A origem: sonhos e inconsciente

Dirigido por Christopher Nolan e com atuações de Leonardo DiCaprio e Ellen Page, A origem (2010) tem como pano de fundo a história de um grupo de pessoas que, com a ajuda de uma máquina, consegue invadir o sonho de determinado indivíduo e, com isso, construir uma situação específica para, sob encomenda, extrair informações de determinadas pessoas importantes.

Assim, o inconsciente é influenciado e as decisões do indivíduo na vida real podem ser alteradas. Como o papel dos sonhos é representar a realidade, os personagens que utilizam a máquina se utilizam de totens, objetos pessoais que apenas o indivíduo conhece completamente, para saber se estão no mundo real ou se ainda se encontram em um sonho.

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Texto e entrevista: Larissa Tomazini – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Amanda Paiva, psicóloga