Osama Bin Laden: conheça a trajetória do líder da Al-Qaeda

Entenda como Osama Bin Laden passou de aliado dos Estados Unidos para o status de homem mais procurado do mundo, após o ataque às Torres Gêmeas.

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FOTO: Reprodução

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/09/2016 às 06:00
Atualizado às 18:25

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Apesar de ter recebido uma educação essencialmente laica, o saudita Osama Bin Laden entrou em contato com grupos islâmicos que focavam seus estudos em ensinamentos políticos um tanto quanto radicais.

Foi na universidade que relacionou-se de forma ativa com professores ligados à Irmandade Muçulmana, uma organização antiocidental que pretendia, originalmente, estabelecer, no Egito, um Estado governado pela sharia (a lei islâmica).

Osama Bin Laden

FOTO: Reprodução

Convencido pelo amigo Azzam, Osama viajou até Peshawar, uma cidade paquistanesa situada perto da fronteira com o Afeganistão. O intuito era compor um movimento de resistência para combater a invasão soviética e usar o seu dinheiro e influência para ajudar a causa.

Por incrível que pareça, por lá Bin Laden recebeu treinamento da CIA para preparar explosivos e movimentar capital através de sociedades fantasmas. Isso porque os Estados Unidos apoiavam, sem hesitações, os grupos afegãos contra os soviéticos.

Osama Bin Laden e a CIA

Na década de 1980, Osama foi armado pela CIA e financiado pela Arábia Saudita para travar a guerra santa contra os russos. Assim, quando os soviéticos saíram derrotados do Afeganistão, Bin Laden regressou à Arábia Saudita como um verdadeiro herói. Mas seu grande triunfo foi ter coletado uma enorme base de arquivos informáticos sobre os homens recrutados pela CIA.

De volta à sua terra natal, o saudita tornou-se um dos principais opositores à presença de tropas norte-americanas no país. Dessa maneira, com o intuito de construir campos de treinamento para terroristas e fortalecer a estrutura da Al-Qaeda, rumou para o Sudão em 1992, o qual era governado por um regime islâmico.

Ataques da organização

Integrada em boa parte por ex-combatentes fundamentalistas do Afeganistão, a rede terrorista já estava plenamente organizada em 1993. Não à toa, foi a responsável por alguns ataques contra os EUA ao redor do mundo, como nas embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, no World Trade Center, na base militar norte-americana de Dahran, na Arábia Saudita, além de numerosos ataques a turistas no Egito.

Devidamente observado pelo radar ianque, Bin Laden se viu forçado a fugir para o Afeganistão, onde foi acolhido pelo tirânico regime do Taleban. Pouco tempo depois, proclamou um decreto religioso que convocava os muçulmanos para uma guerra santa contra os Estados Unidos – denominada de Fatwa.

Destruição das torres gêmeas em 11 de setembro de 2001

FOTO: Reprodução/AP Photo e Marty Lederhandler

11 de setembro

Inicialmente, Osama negou qualquer responsabilidade pela morte de quase três mil pessoas e a grande crise internacional. Contudo, ainda nos meses finais de 2001, surgiu uma gravação na qual o comandante da Al-Qaeda reivindicava a autoria da atrocidade em solo norte-americano.

Desde então, Washington orquestrou uma verdadeira caça ao homem que, embora já estivesse na clandestinidade, precisou se desdobrar ainda mais para não ser capturado. Porém, a escassez de notícias sobre o multimilionário saudita era tanta que sua morte chegou a ser especulada inúmeras vezes.

Esconderijo

Mas Osama estava vivo, escondido numa mansão situada nos subúrbios de Islamabad, a capital do Paquistão. Visto que não era mais o chefe operacional da Al-Qaeda, diversas fontes acreditam que Osama já havia deixado de constituir uma verdadeira ameaça. Entretanto, abater sua figura simbólica ainda era de vital importância.

Depois de anos, os Estados Unidos eliminaram, em maio de 2011, o seu “inimigo número um”. Meses depois, em agosto, a revista The New Yorker revelou que a missão estadunidense não tinha como objetivo deter o líder da Al-Qaeda, mas sim matá-lo, desmentindo a versão oficial de Washington.

capa da the new yorker sobre a morte de osama bin laden

Capa da publicação da revista The New Yorker (FOTO: Reprodução/The New Yorker)

Morte de Osama

O grande personagem da Al-Queda morreu com dois tiros, sendo um no tronco e outro na cabeça, disparados por um dos soldados que participou da Operação Lança de Netuno, como foi batizada a investida. A manobra, que durou 40 minutos, ocorreu numa vivenda de Abbottabad, a 50 km de Islamabad, durante a madrugada.

Após comprovar que o inimigo havia sido abatido, a tropa encaminhou o cadáver para uma série de procedimentos de identificação, que incluía programas de reconhecimento facial e exames de DNA. Seguindo os rituais árabes, o corpo de Bin Laden foi lavado e enrolado em uma toalha branca para posteriormente ser lançado ao mar, num local não revelado. A própria Al-Qaeda pronunciou-se publicamente dizendo que o terrorista estava realmente morto.

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Texto: Bruno Ribeiro Edição: Érica Aguiar Arte: Guilherme Laurente