Al Qaeda: a relação do grupo terrorista com os ataques de 11 de setembro

A organização terrorista Al Qaeda, foi a responsável pelos atentados de 11 de setembro, e é considerada a principal ameaça aos Estados Unidos

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FOTO: Reprodução

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/09/2016 às 06:00
Atualizado às 18:25

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A reação dos Estados Unidos aos ataques de 11 de setembro foi imediata. Os atentados foram considerados atos de guerra, e não apenas terrorismo. Estava claro que a autoria dos mesmos era da rede Al Qaeda, organização composta por militares fundamentalistas muçulmanos de várias nacionalidades.

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A Al Qaeda foi o grupo terrorista que planejou e executou os ataques ocorridos em 11 de setembro de 2001. FOTO: Reprodução/Shutterstock Images

Origem e trajetória

Apesar de ter alcançado fama internacional somente após os ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center e ao Pentágono, a rede terrorista foi criada no final dos anos 1980 por Osama Bin Laden, com o intuito de defender o Afeganistão da invasão soviética, deflagrada em 1979. Durante esse período, os próprios Estados Unidos apoiaram e deram treinamento à organização para lutar contra os russos. Contudo, com o fim do conflito, Osama Bin Laden entendeu a presença norte-americana em solo islâmico como uma ameaça, após os EUA invadirem a Arábia Saudita durante a guerra contra o Iraque.

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Após o fim da invasão russa, a Al Qaeda viu nos Estados Unidos seu principal inimigo. FOTO: Reprodução

Inimigo sem face

A partir daí, a atuação da Al Qaeda voltou-se principalmente ao combate da influência ocidental no mundo e também à substituição dos governos de países muçulmanos por regimes fundamentalistas. Os ataques de 11 de setembro de 2001 são a expressão máxima dessa política anti-ocidentalismo, mas não a primeira. A guerra entre os dois lados do mundo já vinha da década anterior. Porém, ao contrário dos Estados Unidos, o agressor não tinha uma bandeira específica ou um território próprio. Por ter uma organização descentralizada, a Al Qaeda possui representantes em diversos países do mundo, principalmente no Oriente Médio e na Ásia, tornando impossível até mesmo estimar quantos são os seus membros, e também dificultando uma ação precisa de contra-ataque por parte dos norte-americanos.

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O combate à influência ocidental no mundo, principalmente norte-americana, é um dos fatores que motivam as investidas da Al Qaeda contra os EUA. FOTO: Reprodução/Shutterstock Images

Entretanto, mesmo sem saber onde atacar ou a quem dirigir a retaliação pelos atentados, os Estados Unidos escolheram como primeiro alvo o Afeganistão, na época controlado em grande parte pelo movimento fundamentalista Taleban, acusado pelos norte-americanos de dar abrigo à Al Qaeda e a Osama Bin Laden.

Al Qaeda X Estado Islâmico

Na última quinta-feira (8 de setembro), o diretor da CIA, John Brennan, declarou, em entrevista publicada pelo Centro Antiterroristas de West Point, que o Estado Islâmico e a Al Qaeda estão atuando em cooperação no Iêmen contra os rebeldes huthis xiitas e as forças governamentais apoiadas pela coalizão árabe sunita – liderada pela Arábia Saudita -, inimigos comuns aos dois grupos. Contudo, é um fato pontual. Na verdade, as duas organizações terroristas são rivais, e se enfrentam abertamente na Síria. O diretor também apontou que não há indícios, até o momento, de que essa cooperação tenha se estendido ao planejamento de ataques no exterior.

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Texto: David Cintra Edição: João Paulo Fernandes

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