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Preconceitos: veja como o cérebro influencia nesses casos

Os preconceitos podem ser comportamentos que absorvemos durante nossas relações interpessoais. Veja como o cérebro influencia em situações de intolerância

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 18/11/2016 às 09:41
Atualizado às 16:16

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O cérebro é o órgão que comanda as reações fisiológicas do corpo humano, mas também é nessa “máquina” que nossos comportamentos são moldados com o passar do tempo, inclusive, os nossos preconceitos.

A psicanalista e neurobióloga Marta Relvas explica que o córtex pré-frontal é a estrutura cerebral responsável por promover representações empáticas e de afinidade por meio de conexões neurais, estando relacionada também com os raciocínios, emoções, intenções, pensamentos e a consciência.

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A profissional frisa que essa área está ligada às intolerâncias pois “nela, o indivíduo possui neurônios especializados, sendo considerada uma estrutura fundamental devido suas ações e funções de assimilação e arquivamento de informações, importante para a consolidação das futuras memórias”.

Preconceitos espelhados

Outra questão a ser levantada na relação do funcionamento cerebral com os preconceitos é a influência dos neurônios espelho. Identificados no início da década de 1990, os neurônios espelho são ativados tanto quando alguém faz uma ação ou sente algo quanto quando a pessoa vê alguém fazendo esta mesma ação ou sentindo a mesma emoção.

Essas células também são responsáveis por permitir aprendizados por imitação, como o que ocorre com crianças ao verem seus pais. Ao se espelhar no outro, é possível compreender qual é o ponto de vista ou a intenção de pessoas próximas, ou seja, se colocar no lugar do outro.

Segundo a neurobióloga, essas células nervosas constituem o córtex cerebral, um tecido neural que envolve a parte superior do encéfalo. Os neurônios espelho, como explica a especialista, “realizam atividades metabólicas produzidas pelas sinapses elétricas, e são capazes de se ativarem com disparos estimulantes, ou seja, através de estímulos de fatores externos (do ambiente para o organismo)”.

A capacidade dessas células de armazenar informações e memórias relacionadas ao comportamento da pessoa poderia influenciar no desenvolvimento de preconceitos, como se fossem uma esponja, principalmente na infância, quando estamos formando nosso caráter e aprendendo as normas sociais. Por isso, é importante que os adultos deem bons exemplos às crianças. “Os neurônios espelhos, atualmente, vêm ganhando ênfase e estudos específicos em relação aos processos evidenciados à aprendizagem humana e a linguagem”, completa Marta.

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Texto: Giovane Rocha/Colaborador – Entrevistas: Jéssica Pirazza/Colaboradora

Consultoria: Marta Relvas, neurobióloga e psicanalista