11 de setembro de 2001: entenda a cronologia do dia que mudou a história

Há 15 anos, o dia 11 de setembro de 2001 entrou para a história. Ataques terroristas atingiram a nação militarmente mais poderosa do planeta, os EUA

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FOTO: Anthony Correia/Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 11/09/2016 às 06:00
Atualizado às 18:25

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Era uma manhã de céu azul, perfeita para milhares de voos que cruzariam o país. No entanto, quatro deles se tornariam protagonistas de um dos dias mais infernais da história recente, capaz de mudar as relações internacionais. Entenda a cronologia dos ataques do dia 11 de setembro de 2001.

Dois desses voos, os de números 11 e 175, ambos em aviões modelo Boeing 767, decolariam de Boston com destino a Los Angeles. O primeiro, às 8h, com 92 pessoas a bordo, e o segundo, quinze minutos depois, com outras 65. Pouco depois, às 8h20, no Aeroporto Internacional de Dulles, em Washington, um Boeing 757 iniciava a jornada de mais 64 pessoas rumo a Los Angeles. Cerca de 20 minutos depois, no Aeroporto Internacional de Newark, uma aeronave do mesmo modelo partia com destino a San Francisco levando um total de 44 pessoas.

Nenhum desses voos chegaria ao destino previsto. Entre os passageiros, estavam 19 terroristas ligados à rede Al Qaeda. Chamado de “Operação Aviões”, o plano tinha como ideia central transformar aviões comerciais em mísseis para tingir locais simbólicos dos Estados Unidos. Plano que entrou em prática no dia 11 de setembro de 2001:

8h19

No voo 11, a comissária Betty Ong contatou a equipe em terra da American Airlines e avisou que sequestradores haviam tomado a aeronave. A cabine estava incomunicável, um passageiro, Daniel M. Lewin, ex-integrante do serviço secreto israelense, havia sido morto a facadas, e duas aeromoças esfaqueadas.

8h25

Os controladores de voo em Boston comunicaram o sequestro à Administração Federal de Aviação.

8h26

O voo 11 mudou radicalmente sua rota e seguiu em direção a Nova York.

8h46

O centro de Nova York assistiu, boquiaberto, o Boeing 767 se chocar contra a torre norte do WTC, sem qualquer chance de sobrevivência para os tripulantes e dezenas de pessoas entres os 94º e 98º andares. Quase imediatamente, foi iniciada a evacuação das torres.

11 de setembro de 2001 atentado estados unidos

FOTO: Anthony Correia/Shutterstock.com

Pouco mais de 15 minutos depois, e já com transmissão ao vivo para tevês do mundo todo, os novaiorquinos viram a segunda aeronave, o voo 175, atingir a torre sul. Nesse momento ficou claro que não se tratava de um acidente, como muitos chegaram a julgar.

Mais incrédulas ainda seriam as cenas seguintes. Como se fossem de brinquedo, os dois arranha-céus desabavam e uma gigantesca nuvem de poeira e fumaça brotava no coração da cidade. O ato foi considerado uma declaração de guerra.

9h37

Quando o WTC ainda estava de pé, apesar de mortalmente ferido, um terceiro avião atingiu o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Se mostravam menos destruição, as imagens do terceiro ataque, porém, eram ainda mais preocupantes. Afinal, aquele era um dos lugares mais protegidos do planeta.

Poucos minutos depois, pela primeira vez na história da aviação civil dos EUA, todos os voos foram suspensos e foi dada a ordem para que as aeronaves que estivessem no ar pousassem imediatamente na pista mais próxima. É provável que mais de quatro mil aviões estivessem voando pelo país naquele momento.

11 de setembro de 2001 bombardeios nova york

FOTO: Anthony Correia / Shutterstock.com

10h10

As medidas, entretanto, não impediram um quarto sequestro, o do voo 93 que partira de Newark. Este tinha como alvo a Casa Branca ou o Capitolio, a sede do Congresso. Apesar de também ter acabado em tragédia – espatifouse no solo na região de Shanksville, na Pensilvânia – a ação não atingiu seu objetivo principal.

No dia 11 de setembro de 2001, em menos de uma hora e meia, caiu por terra toda a política de segurança nacional adotada até então. De uma hora para outra, a nação militarmente mais poderosa do planeta se viu vulnerável. E o mais incrível, ferida de morte por 19 homens armados de pequenas facas e estiletes.

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Texto: David Cintra / Edição: Érika Alfaro / Arte: Guilherme Laurente