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TDAH, depressão e ansiedade de Fiuk no BBB21 preocupa; entenda condição do ator

A aparência de Fiuk vem sendo motivo de preocupação e até gerado memes. Saiba mais sobre sua condição psíquica e os cuidados indicados

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Reprodução: Instagram

por Daniela Orlandi
Publicado em 15/02/2021 às 16:28
Atualizado às 09:48

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A saúde de Fiuk anda preocupando os fãs do Big Brother Brasil 21. O que antes era motivo de brincadeira e meme na web, passou a ser assunto sério devido à sua condição psíquica. O ator é diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), depressão e ansiedade.

A equipe do cantor chegou a comentar recentemente que o mesmo não está tomando os medicamentos corretamente durante sua estadia na casa mais vigiada do país. “No programa, ele está em evidente abstinência de medicações para a depressão e ansiedade. Isso vem afetando muito o estado psíquico dele”, diz a nota.

O TDAH é uma condição neurobiológica, de causas genéticas, que aparece na infância e geralmente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

A depressão é identificada como uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz uma alteração do humor marcada por uma tristeza profunda. E os transtornos de ansiedade são aqueles que compartilham características de medo e ansiedade excessivos, e perturbações comportamentais relacionadas.

Como Fiuk está confinado na casa, sem tomar as medicações contínuas adequadas, como alega sua assessoria, o comportamento do participante tem refletido essa abstinência. Dessa forma, fica mais recluso, tem crises de choro, usa do fumo excessivo como válvula de escape e apresenta uma aparência física mais abatida e menos cuidada.

Isso fez com que, diante do grande alcance do programa, piadas fossem feitas com a condição de Fiuk. Os aspectos mais marcantes das chacotas foram aqueles decorrentes do déficit, como a crise de choro após ganhar o monstro e a desatenção nas provas.

O tratamento adequado para o TDAH consiste no que é chamado de “multimodal”, isto é, uma combinação de estratégias. “Desde a psicoterapia, principalmente a Cognitiva Comportamental, até a intervenção medicamentosa adequada”, afirma o psicólogo clínico, Yan Cintra.

A medicação é necessária sempre que houver “prejuízo funcional”, ou seja, o déficit tira a qualidade de vida do indivíduo, atrapalhando sua rotina e compromissos. A falta dela pode provocar dificuldades em relação ao foco e concentração, gerando baixo rendimento, desequilíbrios de humor, irritabilidade, frustração e instabilidade comportamental.

O psicólogo afirma que pessoas diagnosticadas com TDAH podem sofrer com preconceitos e julgamentos daqueles que desconhecem ou se incomodam com os comportamentos de alguém com essa condição.

“No caso de uma grande exposição [como o reality], certamente o julgamento e a pressão social serão potencializados”, pontua Yan a respeito do programa.

O diagnóstico do déficit deve ser feito com cuidado por um profissional. “Considerando as diferentes características e fases de desenvolvimento cognitivo e emocional”, ressalta o psicólogo.

Consultoria: Yan Cintra, psicólogo e Membro do Grupo de Preparação Mental do Comitê Olímpico Brasileiro / Texto: Daniela Orlandi