Papa Francisco celebra missa de canonização dos pastorinhos

Os dois pastorinhos que viram Nossa Senhora de Fátima foram canonizados após curarem um menino brasileiro. Confira a homilia da missa do Papa Francisco

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(Foto: Reprodução/Copyright L'Osservatore Romano)

por Redação Alto Astral
Publicado em 29/05/2017 às 07:00
Atualizado às 11:58

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Após a cura do menino brasileiro por milagre dos pastorinhos que presenciaram a aparição de Nossa Senhora de Fátima há 100 anos, o Papa Francisco foi até o santuário de Maria na cidade de Fátima, em Portugal, para celebrar a canonizar e celebrar a missa das duas crianças que morreram muito cedo, Francisco e Jacinta Marto. Confira sua homilia.

O Papa Francisco começa lembrando do primeiro dia de aparição de Nossa Senhora em Fátima, quando os três pastorinhos estavam voltando para casa comentando “Senhora tão bonita” enquanto caminhavam. A noite Jacinta não aguenta e conta à sua mãe sobre a visão que tiveram. O propósito da santa fora mostrar o que poderia levar a humanidade ao Inferno, mas ainda avisando e advertindo os pastorinhos e, “no dizer de Lúcia, os três privilegiados ficavam dentro da Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora. Envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera. No crer e sentir de muitos peregrinos, se não mesmo de todos, Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha“, conta o pontífice.

Na imagem, a imagem da Nossa Senhora de Fátima está no canto direito e todo o resto da imagem é um céu azul com nuvens, como no dia em que os pastorinhos a viram.

(Foto: Reprodução/Copyright L’Osservatore Romano)

Papa Francisco continua sua homilia transmitindo a esperança deixada por Maria nesses 100 anos, que suas bençãos atingiu os quatro cantos do mundo. “Como exemplo, temos diante dos olhos São Francisco Marto e Santa Jacinta, a quem a Virgem Maria introduziu no mar imenso da Luz de Deus e aí os levou a adorá-Lo. Daqui lhes vinha a força para superar contrariedades e sofrimentos”, diz o pontífice e continua mais adiante, “sob o seu manto, não se perdem; dos seus braços, virá a esperança e a paz que necessitam e que suplico para todos os meus irmãos no Batismo e em humanidade, de modo especial para os doentes e pessoas com deficiência, os presos e desempregados, os pobres e abandonados. Queridos irmãos, rezamos a Deus com a esperança de que nos escutem os homens; e dirigimos-nos aos homens com a certeza de que nos vale Deus”.

E, assim, o papa termina com um pedido: “Pois Ele criou-nos como uma esperança para os outros, uma esperança real e realizável segundo o estado de vida de cada um. Ao ‘pedir’ e ‘exigir’ o cumprimento dos nossos deveres de estado, o Céu desencadeia aqui uma verdadeira mobilização geral contra esta indiferença que nos gela o coração e agrava a miopia do olhar. Não queiramos ser uma esperança abortada! A vida só pode sobreviver graças à generosidade de outra vida”.

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Texto: Camila Ramos

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