Conheça os principais médiuns brasileiros

Saiba quem são os pioneiros no exercício da mediunidade no país: veja quem são os principais médiuns brasileiros e entenda mais sobre o assunto.

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FOTO: Reprodução

por Redação Alto Astral
Publicado em 02/06/2016 às 08:17
Atualizado às 11:46

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A mediunidade é um dom que permite aos homens se comunicarem com os espíritos encarnados ou desencarnados. Muitas pessoas já nascem com essa capacidade, independente da religião que irão seguir. Porém, a prática mediúnica espírita é exercida com base nos princípios da Doutrina e dentro da moral cristã, sendo assim, o médium não pode cobrar dinheiro ou qualquer tipo de recompensa por suas atividades.

Um espírito que deseja se comunicar entra em contato com a mente de um médium ativo. Essa comunicação pode ocorrer por várias formas: pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), ou pela vidência (aparecendo ao médium). E, como qualquer faculdade humana, a mediunidade é desenvolvida e aprimorada pela prática, ao longo das reencarnações sucessivas e durante os estágios do espírito fora do plano físico.

Além disso, o dom mediúnico se apresenta bem evidente em algumas pessoas, com efeitos aparentes; em outras, de forma mais sutil. Em ambos os casos, a pessoa descobre que é médium quando cria sensibilidade para sentir, ver e entender coisas que têm origem do plano espiritual.

No Brasil, são diversos os médiuns que tiveram destaque ao longo da história. Conheça:

Herculano Pires (1914-1974)

Médium brasileiro Herculano Pires escrevendo em um caderno.

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José Herculano Pires nasceu na cidade de Avaré, graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo e é autor de 81 livros de filosofia, ensaios, história, psicologia, pedagogia, parapsicologia, romance e Espiritismo. Vários deles em parceria com Chico Xavier, e a maioria inteiramente dedicada ao estudo e divulgação da Doutrina Espírita. Publicou seu primeiro livro, chamado “Sonhos Azuis” aos 16 anos. Uma das características de suas obras era a luta para demonstrar a consistência do pensamento espírita originalmente proposto por Allan Kardec.

Herculano defendia o conceito de pureza doutrinária. Segundo ele, era preciso preservar a Doutrina Espírita de todo tipo de influência mística e esotérica. Em suas monografias filosóficas, o médium aborda a importância da contribuição do Espiritismo para o desenvolvimento da filosofia, dando destaque ao sentido da existência humana.

Yvonne do Amaral Pereira (1900-1984)

Retrato frontal da médium brasileira Yvonne do Amaral.

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Yvonne cresceu em uma família espírita e desde criança passou a ter percepções mediúnicas – via espíritos com muita nitidez. Sua família sempre abrigava pessoas necessitadas e isso a sensibilizou.

Aos 12 anos, ganhou de seu pai as obras de Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos” e, aos 13 anos começou a frequentar as sessões práticas de Espiritismo. Em sua adolescência, Yvonne já dominava a mediunidade e dizia receber a maior parte de informações, crônicas e contos de espíritos enquanto dormia. Para se sustentar e ajudar a família, dedicou-se à costura, ao bordado e ao artesanato de rendas e flores. Ela também se aprofundou em fenômenos como a psicografia, incorporação e psicofonia. Atuou em diversas casas espíritas de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Um dos aspectos mais marcantes de sua atuação mediúnica foi a sua independência. A médium questionava os obstáculos burocráticos que alguns centros espíritas costumavam impor aos seus trabalhadores.

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Ivon Costa (1898-1934)

Médium brasileiro Ivon Costa sentado segurando um livro.

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O médico mineiro descobriu o Espiritismo em uma fase difícil de sua vida. Já adulto, ele decidiu visitar um centro espírita em busca de ajuda e, após ouvir uma palestra sobre os ensinamentos de Allan Kardec, sentiu-se transformado. Ivon possuía o dom da oratória e prendia a atenção de muitas pessoas quando ministrava palestras. Tinha argumentação forte e era fluente em francês, inglês, alemão e espanhol.

Após se converter ao Espiritismo, iniciou tarefas de pregador. Além de ser médium, ele possuía grande bagagem intelectual e se destacava em conferências espíritas, pregando a Doutrina de forma clara e simples. Procurava sempre manter diálogo com seus ouvintes, a fim de esclarecer melhor os argumentos abordados em suas palestras.

Ivon Costa foi um conferencista espírita muito admirado no Brasil, contribuindo grandemente com sua palavra na propagação da Doutrina, a qual era devoto e tinha grande comprometimento. O médium fez muitas excursões a fim de difundir os ideais reencarnacionistas no país.

Texto e pesquisa: Júlia Martins/Colaboradora | Fonte: “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec.

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