Vício em internet realmente existe e pode afetar você e sua família

Muitos estudos científicos publicados sustentam que o vício em internet realmente existe e se relaciona com o mau uso dos dispositivos digitais.

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Foto: Shutterstock

por Redação Alto Astral
Publicado em 08/03/2017 às 10:21
Atualizado às 13:34

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Muitos estudos científicos publicados sustentam que o vício em internet realmente existe e se relacionam com o mau uso dos dispositivos digitais. A professora de psicologia Kimberly Young é pioneira nos estudos de vício digital, que surgiram nos anos 1990 nos EUA, e apontou o transtorno de adição a internet. Young criou o Teste de Dependência a Internet (TDI), considerado uma forma válida de medir o vício do uso de forma leve, moderada e grave por meio de 20 questões.

Depois, é realizado um trabalho de psicoeducação ao usuário da internet, no comportamento compulsivo, que afeta a sua atenção e concentração. “A dificuldade no controle do uso e ao controle dos impulsos causa uma distorção dos objetivos pessoais, familiares e profissionais”, salienta a psicóloga Márcia Mathias.

mulher com roupas de ginástica mexendo em um celular branco

Foto: Shutterstock

Caindo na real

Se esse tipo de situação é similar com a que você está vivenciando, fique atento à sua relação com o mundo online. A neuropsicóloga Renata Alves Paes recomenda que “em primeiro lugar, é preciso reconhecer o quanto o acesso está sendo prejudicial”. É o que fez Pedro Cíndio, produtor de conteúdo para páginas de redes sociais e celular. Como seu local de trabalho também era sua casa, as consequências apareciam bem diante de seus olhos. “A louça acumulava na pia, o chão não ficava limpo e até a roupa eu demorava para lavar.

Se eu estava lavando louça e ouvia uma notificação, entrava na rede e esquecia do mundo”, relembra-se. Também é necessário verificar se o uso da internet é prejudicial para seu estado emocional. “Quando começa a ocorrer um descontrole em relação ao tempo de uso, há a preocupação de ficar desconectado e quanto à interrupção, gerando quadros de ansiedade e depressão”, considera Márcia.

Pedro decidiu tomar algumas atitudes simples, mas que se revelaram eficazes para manter sua concentração. “Hoje, eu faço uma agenda do que necessito fazer, com urgências, tarefas importantes e coisas para fazer depois”, cita. Pedro salienta que a linha do tempo do Facebook era uma de suas tentações. Para driblar a vontade de acompanhá-la a todo momento, ele empregou a tecnologia a seu favor.

“Existem aplicativos que bloqueiam a linha do tempo (o que realmente prende minha atenção), e eles me ajudam a focar. Agora consigo produzir muito mais. Das 32 páginas de que sou administrador, eu levava seis horas para fazer tudo, e agora levo menos de quatro horas. Uma boa diferença”, finaliza.

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Texto: Ricardo Piccinato Edição: Angelo Matilha Cherubini

Consultorias: Márcia Mathias, psicóloga; Renata Alves Paes, doutora em neurociências, psicóloga cognitivo-comportamental e neuropsicóloga.

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