Meditar melhora suas capacidades cerebrais. Saiba mais!

Além de trazer diversos benefícios para a saúde, meditar tem o poder de melhorar diversas capacidades cerebrais. Saiba mais!

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FOTO: Shutterstock.com

por Redação Alto Astral
Publicado em 13/12/2016 às 09:02
Atualizado às 12:18

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Durante a prática da meditação, a atenção ao momento presente traz a sensação de relaxamento. Desligar-se das preocupações persistentes (geralmente relacionadas a ruminação de receios passados ou futuros) é fundamental no bem-estar. Variadas pesquisas já apresentaram os benefícios a curto e longo que meditar proporciona.

A neurologista e professora de meditação Denise de Castro Menezes explica que meditar “fortalece nossa capacidade de concentração, aumenta a atividade em áreas relacionadas com afeto positivo e equilibra nosso sistema imunológico”.

mulher sentada grama meditar

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Contudo, quais mudanças neurais proporcionam esse estado? De acordo com Denise, esses efeitos são fruto de um rearranjo das sinapses dos neurônios, o que, em última análise, implica em uma atividade química sináptica. “A meditação promove uma mudança na plasticidade cerebral que nos favorece”, explica.

Em torno das variações químicas que ocorrem ao meditar, está envolvida a liberação de substâncias específicas, que, segundo o neurologista Martin Portner, podem se intensificar ou se restringir. “A meditação promove alterações químicas de grande impacto. Neurotransmissores desejados, como é o caso da serotonina, o chamado hormônio da felicidade, têm liberação aumentada; outros, menos desejados, como o cortisol, têm sua produção diminuída”, reitera o neurologista.

Como se não fosse o bastante, uma pesquisa da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, mostrou que, durante exercícios de ioga (prática similar, que trabalha também a estrutura corporal), a atividade do ácido gama-aminobutírico (GABA) aumenta consideravelmente. O composto é um importante neurotransmissor do cérebro, ligado à produção do efeito calmante, que é induzido por remédios como o diazepam (Valium).

Assim, Portner explica que essa sensação de calma, antes atingida por meio de, por exemplo, medicamentos da classe dos benzodiazepínicos, “pode ser obtida mediante a meditação através de um processo interno totalmente natural”, finaliza.

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Texto e entrevista: Angelo Matilha Cherubini/Colaborador – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultoria: Denise de Castro Menezes, neurologista e professora de meditação; Martin Portner, neurologista

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