Dormir para lembrar: veja a relação entre o sono e a memória

Ter uma boa noite de sono é fundamental para que tenhamos energia para enfrentar o dia. Mas sabia que dormir bem influencia suas memórias?

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FOTO: iStock.com/Getty Images

por Redação Alto Astral
Publicado em 02/10/2016 às 17:43
Atualizado às 11:40

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Ao dormir bem, o cérebro processa e organiza as memórias dos dias anteriores, colaborando para a fixação das memórias de longo prazo, por exemplo. O neurologista Lean­dro Teles explica que, quando dormimos bem, passamos por uma fase chamada de sono REM (“Rapid Eye Movement”, ou movimento rápido dos olhos, em tradução livre).

Durante o sono, que costuma ocupar 20% da noite no indivíduo adulto, nós sonhamos e o cérebro organiza as informações obtidas, facilitando a evocação no futuro. Durante esse sono, a atividade cerebral é igual à quando estamos acordados e o corpo relaxa intensamente graças ao bloqueio dos neurônios motores, para que o corpo não reproduza os movimentos do sonho.

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FOTO: iStock.com/Getty Images

Por isso, quando não conseguimos dormir um sono restaurador, com duração de aproximadamente oito horas por dia para a maioria das pessoas, o cérebro apresenta dificuldade de organizar os acontecimentos e no dia seguinte costumamos apresentar “mais desatenção e mais dificuldade de retenção de informações”, explica Teles.

Ou seja, “é durante o sono que as informações relevantes do dia vão sendo sedimentadas na memória de longo prazo. Um sono reparador contribui também para um bom funcionamento de todo o sistema e faz com que, durante o período de vigília, tenhamos mais atenção, concentração e foco. Estar atento nos possibilita fazer as associações necessárias para facilitar a memorização das informações”, explica o terapeuta Marcelo Katayama.

Quando nos privamos de dormir bem por muito tempo, a memória e o aprendizado podem ser afetados de maneira mais evidente e começamos a ter lapsos mais frequentes, como explica Leandro Teles: “a longo prazo, aprivação de sono contínua favorece doenças físicas e mentais que podem levar a mais e mais esquecimentos”. No entanto, quem está tendo episódios frequentes de perda de memória precisa consultar um médico para afastar a possibilidade de doenças mais graves.

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Texto e entrevistas: Karen Barbarini – Edição: Giovane Rocha/Colaborador

Consultorias: Leandro Teles, neurologista; Marcelo Katayama, médico cirurgião, terapeuta e instrutor de treinamentos do Núcleo Ser

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