Os sinais da síndrome de Burnout, a princípio, são caracterizados pelo estresse intenso, como descreve Fábio Martins Fonseca, psiquiatra clínico e psicoterapeuta: “os primeiros sintomas físicos do estresse emergem, como por exemplo, dores de cabeça, náusea, dores musculares, particularmente dores lombares, problemas sexuais, distúrbios do sono, perda do apetite, cansaço e sensação de falta de ar”.
Mas não para por aí: na síndrome, outras patologias podem estar relacionadas, como depressão, transtorno obsessivo e bipolaridade. “Os quadros de estresse crônico são muito próximos do Burnout, porém o quadro depressivo é marcado pela perda das vontades, do humor depressivo e da perda de energia”, aponta Kalil Duailibi, psiquiatra e membro da Associação Brasileira Psiquiatria (ABP).

FOTO: Vinicius Tupinamba/Shutterstock.com
Onde há fumaça, há fogo!
Quando algumas das fases começam a se esboçar, é recomendado acompanhamento médico imediato. “A primeira atitude deve ser a busca de um atendimento médico para avaliação completa do quadro, com avaliações laboratoriais e de imagem, para detecção de quadros clínicos que podem facilitar o aparecimento do Burnout”, indica Kalil.
Após a triagem, existem medicações específicas para cada caso. “Isso depende da vulnerabilidade expressa nos sintomas evidentes no paciente”, completa Julieta Mejia Guevara, psiquiatra com título de especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Burnout no cinema
O premiadíssimo filme americano Whiplash – Em busca da perfeição, abordou os efeitos do estresse no ofício. A narrativa conta os passos de um estudante de música, puxado até o limite pelo professor. Como o diagnóstico pode ser confundido com estresse ou depressão, por se sobreporem, é comum que os enfermos e pessoas próximas saibam da situação após o colapso final. Outro filme que também mostra a situação, porém após a crise, é o filme francês Samba, em que a personagem recupera, aos poucos, as habilidades sociais.
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Consultorias: Fábio Martins Fonseca, psiquiatra clínico e psicoterapeuta; Julieta Mejia Guevara, psiquiatra com título de especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); Kalil Duailibi, psiquiatra e membro da Associação Brasileira Psiquiatria (ABP), professor de Psiquiatria da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e diretor científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM);
Texto: Jéssica Frabetti – Edição: Augusto Biason/Colaborador